No primeiro dia de greve dos bancários em Juiz de Fora, 32 das 65 agências localizadas na cidade ficaram paralisadas, segundo informações do Sindicato dos Bancários. A categoria possui cerca de 1.500 profissionais, e tivemos adesão de 49,5%, diz o presidente da entidade, Carlos Alberto de Freitas Nunes.
No país, quase 1/4 das agências aderiram à greve. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), 5.132 agências e centros administrativos de bancos de todo o Brasil fecharam as portas nesta terça-feira (18), de um total de aproximadamente 21.714. A Federação Nacional de Bancos (Fenaban) não quis comentar o primeiro dia de paralisação.
Setor têxtil
Os profissionais do setor têxtil de Juiz de Fora estão em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na terça durante assembleia da categoria que contou com a participação de dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Fomos acionados por conta da fragilidade da classe trabalhadora e estamos apoiando a pauta de reivindicação em funções das condições às quais ela está submetida, afirmou o presidente da CUT Minas Gerais, regional da Zona da Mata, Oleg Abramov.
Segundo ele, a categoria, composta em sua maioria por mulheres, solicita reajuste de 10%, aumento do piso salarial para R$ 800, tíquete alimentação de R$ 143, auxílio creche e possibilidade de uso de atestado em caso de faltas por conta de consultas médicas dos filhos. Abramov destaca que o principal problema enfrentado pela categoria tem sido os constantes reajustes pautados no valor do salário mínimo.
