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Modem de internet via rede elétrica

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Protótipo deve estar pronto até maio do ano que vem
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Protótipo deve estar pronto até maio do ano que vem

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Tecnologia pioneira desenvolvida pela UFJF permitirá, em cerca de dois anos, o acesso à internet banda larga por meio da rede elétrica, podendo, assim, levar conexão a 95% da população do país. Quase R$ 4 milhões foram investidos pela universidade e pela Cemig em pesquisa do Departamento de Engenharia Elétrica para a criação de um modem de Power Line Communications (PLC) adequado ao sistema brasileiro de energia. Ligado à rede, o equipamento possibilitará a transferência de dados por meio da infraestrutura já instalada, sem que haja interferência na qualidade do abastecimento energético. A previsão é que o protótipo esteja pronto até maio do ano que vem, e o aparelho, disponível no mercado até 2014. A expectativa é que o serviço seja mais barato do que os oferecidos hoje pelas redes de telefonia e rádio.

De acordo com o coordenador do projeto, Moisés Ribeiro, o modem será de baixo custo e atenderá às características da rede de energia brasileira, fatores determinantes para que a tecnologia, já adotada em larga escala nos Estados Unidos e na Europa, seja efetivamente implantada não só no país mas, também, no restante da América Latina. "Hoje se usa PLC no Brasil apenas para medição eletrônica, e os equipamentos são importados a altos preços", explica. Com o aparelho criado na UFJF, a conexão de internet poderá chegar a locais onde não há rede de acesso de alta qualidade e atingir uma velocidade de até 450 Mbps (Megabits por segundo). A rede 3G, por exemplo, chega a pouco mais de 7 Mpbs.

Ainda segundo Ribeiro, qualquer aparelho conectado à rede de energia será reconhecido como um artefato de comunicação, possibilitando, por exemplo, que os dados do consumo energético de uma geladeira específica sejam transferidos imediatamente para o computador do consumidor ou da concessionária de energia. "Será possível até mesmo fazer ligações telefônicas pela rede elétrica", destaca o professor. "É um produto ímpar, que não existe no Hemisfério Sul, e no qual a UFJF tem investido muito porque dará retorno significativo à sociedade."

 

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Smart grid

O projeto da UFJF faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que aprovou, este mês, a utilização de medidores de energia eletrônicos. Segundo Ribeiro, o sistema deve utilizar a tecnologia PLC, comumente empregada em smart grids – redes inteligente que permitem o controle do consumo e do custo. Assim, as concessionárias poderão utilizar sua própria rede de distribuição para a comunicação de dados a partir dos monitores instalados na casa do consumidor. Além de permitir cobrança diferenciada pela utilização de eletricidade nos horários de pico, o sistema poderá informar quedas de energia às distribuidoras em tempo real e possibilitar o corte ou religamento remoto do serviço nas residências, sem precisar da presença de um técnico da companhia no local.

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