Volume emprestado subiu 32,12%, na comparação com os seis primeiros meses de 2012; total do ano deve chegar a R$ 1,2 bilhão
O número de financiamentos habitacionais feitos na Caixa Econômica Federal cresceu 26,42% no primeiro semestre desse ano ante o mesmo período do ano passado. Ao todo, foi contratado um montante de R$ 614,4 milhões em Juiz de Fora e região. O volume financeiro representa crescimento de 32,12% em relação aos valores movimentados no primeiro semestre de 2012 – R$ 465 milhões. A estimativa do gerente regional da Construção Civil da Caixa, Dalmo Victor de Mendonça Brito, é de que, até dezembro deste ano, a quantia ultrapasse o patamar de R$ 1,2 bilhão. Os contratos assinados podem chegar perto de 17 mil. Em 2012, a instituição movimentou R$ 1,03 bilhão, emprestados por meio de 14.636 contratos. Ainda há um déficit habitacional em algumas faixas de renda, e isso, somado as facilidade de crédito oferecidas pelo Governo federal, faz com que as pessoas comprem mais imóveis, destacou.
O crescimento na região segue tendência nacional. Em todo Brasil, o volume de contratações foi recorde no primeiro semestre desse ano, chegando a R$ 66,63 bilhões – alta de 45% em relação aos R$ 45,9 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O desempenho levou a Caixa a ampliar, de R$ 126 bilhões para R$ 130,2 bilhões, a estimativa de contratações de financiamentos imobiliários para 2013. De janeiro a junho, mais de 711 mil contratos foram assinados, o que equivale à concessão média diária de R$ 537,2 milhões e 5.783 contratos em todo Brasil. Conforme Dalmo Victor, a força dos números pode ser creditada, em parte, ao programa ‘Minha casa, minha vida’, que subsidia a compra de habitações para brasileiros de menor renda. Na faixa 1, para clientes com renda de até R$ 1.600, o subsídio do Governo pode chegar a 95% do valor do imóvel, destaca.
‘Minha casa’
Na semana passada, o Governo federal alterou regras do programa e passou a permitir que qualquer município brasileiro solicite a contratação das moradias sem precisar passar por seleção. Até então, as cidades com menos de 50 mil habitantes deveriam passar por um processo de aprovação. Com essa medida, que libera a construção de até 30 unidades residenciais em cidades com população menor que 20 mil habitantes e até 60 residências para cidades com até 50 mil pessoas, muitos municípios da região deverão ser beneficiados e, com isso, o volume emprestado pode aumentar ainda mais, avalia
