
Sindicato da categoria diz que greve é por tempo indeterminado
A partir desta terça-feira (18), os bancários de 65 agências bancárias de Juiz de Fora entram em greve por tempo indeterminado. Na segunda (17), a categoria se reuniu e reafirmou a decisão, que segue o movimento nacional e que já havia sido estipulada desde o último dia 12 durante assembleia. "Depois do dia 28 de agosto, quando recusamos o percentual de aumento de 6%, as negociações não foram retomadas. Diante da ausência de propostas por parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), decidimos parar", explicou o presidente do Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora, Carlos Alberto de Freitas Nunes.
Dentre as reivindicações dos profissionais estão reajuste de 10,25%, sendo 5% de aumento real, segurança no trabalho, contratação de mais profissionais e aumento do piso salarial da categoria, que atualmente é de R$ 1.400. Com a greve do bancários, segundo o sindicato, todos os setores internos das agências serão paralisados, apenas os serviços de autoatendimento estarão disponíveis para os clientes.
Ao todo, a categoria reúne cerca de 500 mil funcionários no país, segundo informações da Agência Estado. Os banqueiros apresentaram proposta de reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. A proposta passa longe da reivindicação dos trabalhadores que pedem 10,25%, sendo 5% de aumento real. "As expectativas que eles (bancários) demonstram estão fora da realidade que a economia está vivendo. Este ano a economia está muito indefinida. Precisamos de certa cautela para fazer acordos", justificou o diretor de Relações de Trabalho da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico.
Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, "eles (os bancos) estão querendo ver o tamanho da greve". "No ano passado, de 18 mil agências, chegamos a dez mil paralisadas. A expectativa é de mobilização no mínimo igual a do ano passado", afirmou. Em 2011, os bancários conseguiram reajuste de 9%, com 1,5% de aumento real. "Neste ano, o que eles ofereceram dá só 0,58% de aumento real", diz o presidente da Contraf.

