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Trabalhadores protestam

centrais sindicais ocuparam parte da paulista ontem em dia de mobilizacao e luta por emprego rovena rosaagencia brasil

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ABr – Com balões, bandeiras e carros de som, militantes de centrais sindicais ocuparam ontem parte da Avenida Paulista, região central da capital, em ato contra possíveis perdas de direitos trabalhistas. A rua teve o tráfego interrompido no sentido Paraíso, em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os manifestantes pretendem ir até ao escritório da Presidência da República em São Paulo, próximo ao fim da avenida.

O local de partida da manifestação foi escolhido pelos militantes devido à campanha feita pela entidade contra o aumento dos impostos, que tinha um enorme pato amarelo inflável como símbolo e, ainda, as declarações do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, em defesa da flexibilização da jornada de trabalho. A confederação reúne as federações estaduais. “Assim como a Fiesp disse que não ia pagar o pato, os trabalhadores também não vão”, afirmou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre. “[Os trabalhadores] querem seus empregos e direitos garantidos”, acrescentou o líder sindical, ao enfatizar dois temas: a reforma da Previdência e as privatizações.

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No Rio de Janeiro, a mobilização ocorreu no fim da tarde na Praça Mauá, em meio à movimentação de turistas e torcedores no Boulevard Olímpico. O objetivo do ato nacional é “defender os direitos da classe trabalhadora”, que, segundo os organizadores, “estão sendo atacados pelo Congresso Nacional e pelo Governo federal”, com risco inclusive de demissões em massa. Com um cardápio no qual o prato principal é traíra e a sobremesa melancia, dezenas de sindicalistas ligados à CUT fizeram, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, uma manifestação contra o Governo interino do presidente Michel Temer e parlamentares. “Escolhemos como prato a traíra em repúdio a todas traições praticadas contra a presidenta [afastada] Dilma Rousseff, pelo seu vice, Temer, e pelos senadores e deputados que participam deste golpe que está sendo aplicado no país”, disse à Agência Brasil o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep-DF), Reginaldo Dias.

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