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Jurados escolhem os melhores lácteos de 2019

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Avaliação leva em conta aspectos, como cor, aroma, textura, aparência e sabor (Foto: Fernando Priamo)
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Uma visão de dar água na boca. O segundo – e último – dia de votação no Concurso Nacional de Lácteos movimentou o Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT) na tarde desta quarta-feira (17). Mais de 30 jurados de várias partes do país, entre especialistas, profissionais das áreas de ensino e pesquisa e, ainda, integrantes de órgãos de inspeção, tiveram a tarefa de experimentar e eleger os melhores produtos inscritos em onze categorias: doce de leite, requeijão, manteiga, destaque especial, queijos gorgonzola, minas padrão, prato, reino, gouda, parmesão e provolone. Um total de 86 laticínios estão na disputa. Os eleitos vão ser anunciados durante a solenidade de encerramento do Minas Láctea. A edição 2019 do evento foi aberta na terça-feira (16), com a perspectiva de reunir 12 mil pessoas e movimentar mais de R$ 200 milhões em negócios. O evento, promovido pela Epamig, acontece até quinta.

“Nesta edição, percebi que tem muito mais produtos, cuja qualidade tem aprimorado bastante”, comenta o coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Processamento de Leite e Derivados, Junio de Paula. Ele destaca a tradição do evento, que, este ano, chega à sua 44ª edição, e a importância dele para os laticínios. “As empresas usam esse título para valorizar os produtos, muitas colocam selos nas embalagens, o que também contribui para a escolha do consumidor.” Junio cita como exemplos produtos que foram apresentados no concurso, como o gorgonzola com damasco, que venceu o concurso e acabou ganhando reconhecimento internacional.

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Para Junio, apesar de o princípio da produção do leite ser o mesmo, o tratamento dado na fabricação garante a particularidade – em termos de forma e sabor – de cada um. Conforme o coordenador, existem, hoje, mais de mil tipos de queijos diferentes, “cada um com o seu valor”. “O queijo está sempre carregado de paixão e história, além de ser um alimento nutricionalmente importante.” Junio explica que os produtos são apresentados ao júri de forma codificada e são avaliados levando em conta aspectos, como cor, aroma, textura, aparência e sabor. “A escolha é muito difícil. São mínimos detalhes que, muitas vezes, vão decidir. Às vezes, o queijo está maravilhoso por fora, mas tem algum defeito de textura por dentro. Mesmo que seja um defeito pequeno, acaba refletindo na pontuação.”

O líder de produção do Laticínio Trevizan, Fernando de Oliveira, estava acompanhando a votação. A intenção, comenta, é preparar a empresa para, no próximo ano, concorrer em, pelo menos, três categorias: manteiga, provolone e parmesão. Ele é ex-aluno do ILCT e há mais de um ano atua no laticínio, localizado no interior de São Paulo. Na sua opinião, a boa colocação no concurso agrega valor à marca, que acaba sendo valorizada pelo mercado. A empresa está participando do Minas Láctea com o objetivo de adquirir mais conhecimento e tecnologia.

Já Milena Queiroz Ferreira, também ex-aluna do ILCT e uma das sócias do Laticínios Rio do Peixe, explica que os produtos da marca participam do concurso desde 2012. Desde então, a empresa, localizada em Bom Jardim de Minas, acumula premiações, inclusive um primeiro lugar na categoria parmesão. “Quando se fala em queijo premiado no concurso, o cliente logo se interessa. Todos sabem que a seleção é muito séria.”

Aumento da produção da fábrica é debatido

Também nesta quarta, a diretoria da Epamig, Nilda de Fátima Ferreira Soares, recebeu a visita da secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Maria Valentini, na fábrica do Instituto Cândido Tostes. Na visita, a diretoria apresentou as dependências da fábrica e conversou maneiras para aumentar a produtividade e maximizar a eficácia do espaço físico e dos maquinários do local.

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O volume de produção foi bastante discutido durante a visita. “Há possibilidade de ampliarmos muito mais a nossa produção”, destacou Nilda. Conforme a Epamig, a secretária teria afirmado que pensa em estratégias para tornar possível o aumento da produção. “Eu quero valorizar os produtos da Epamig para que o Governo entenda cada vez mais a importância deles para a economia do Estado e para que, dessa forma, consigamos mais recursos.”

No dia anterior, durante a abertura do evento, a diretora da Epamig enfatizou o papel que o ILCT cumpre ao unir três pilares importantes para o desenvolvimento da economia de Minas: Governo, empresa e academia. Após passar o dia em visitas às instalações do instituto, Nilda elogiou a alegria dos laticinistas e a disposição dos empresários para firmar parcerias. “É isso que precisamos fazer. Precisamos de boas parcerias para que os nossos produtos sejam cada vez mais competitivos no mercado.” Com o objetivo de promover futuras parcerias, a Epamig e a Fundacion Cultural de Professores y Amigos de la Escuela Superior Integral de Lecheria (Funesil), da Argentina, firmaram um protocolo de intenções, assinado por Nilda e pelo presidente da Funesil, Alfredo Gadara.

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