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Ovos de chocolate sobem quase 35%

dentre os 64 itens analisados 578 por cento sofreram reajuste de preco leonardo costa

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Dentre os 64 itens analisados, 57,8% sofreram reajuste de preço (Leonardo Costa)
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Dentre os 64 itens analisados, 57,8% sofreram reajuste de preço (Leonardo Costa)

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Na contagem regressiva para a Páscoa, vale o alerta: os tradicionais ovos de chocolate chegaram a subir 34,5% em Juiz de Fora, três vezes mais do que o reajuste médio estimado para o ano pelo setor. Entre os produtos também demandados nesta época, a realidade não difere. Em alguns itens, como o quilo da azeitona verde, o preço médio pelo menos triplicou. Dentre os 64 produtos analisados, a maioria (57,8%) chegou às gôndolas com preços mais altos em 2016. Este foi o resultado da comparação de preços realizada pela Tribuna, tendo por base as pesquisas Disque Páscoa, divulgadas pela Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA) nos dias 19 de março de 2015 e 10 de março deste ano.

Dentre os 37 produtos que apresentaram alta, 73% ou 27 foram majorados acima da inflação oficial. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 10,35% no acumulado dos últimos 12 meses. Pelos cálculos da Associação Mineira de Supermercados (Amis), haveria uma correção de preços entre 10% e 12% nos chocolates em relação ao ano passado.

Segundo o economista e assistente administrativo da SAA, Paulo Marcos Barbosa Guedes, a expectativa, com a pesquisa, era por preços mais baixos, o que não aconteceu e nem deve ser constatado no último levantamento direcionado para a data, que será divulgado hoje. Segundo Guedes, a indústria amargou queda de 10% nas vendas no ano passado e não quer repetir o cenário. Em ano de crise, o que se viu, disse, foi a redução no tamanho dos ovos e o aumento dos preços, na tentativa de manter ou alavancar o faturamento.

Para o economista, este é um movimento do mercado motivado pela preferência expressa do consumidor pelos ovos de chocolate e a sua disposição de pagar mais por isso. Em relação à alta identificada em outros produtos, Guedes destaca o impacto da escalada do dólar verificada a partir do segundo semestre, coincidindo com o período de formação de estoques, que refletiu diretamente no valor das mercadorias sazonais. “O objetivo da pesquisa é incentivar a pesquisa de preços”, disse.

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Movimento estimula substituição de artigos

De olho nos preços considerados “abusivos” dos ovos de Páscoa, a equipe de pesquisas do Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Minas Gerais (MDC-MG), em parceria com o Ministério da Justiça, percorreu supermercados e lojas especializadas ontem, para checar os preços de barras, ovos e coelhinhos de chocolate, além de bombons em Belo Horizonte. “O preço dos ovos subiu muito, muito mesmo. Por isso, queremos mostrar aos pais que eles podem, perfeitamente, substituir o ovo por barras ou coelhinhos de chocolate. Há alternativas”, afirma a presidente do MDC, Lúcia Pacífico.

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Em Juiz de Fora, por exemplo, o preço do coelho Pascoal, da Lacta, com 90 gramas, subiu 21,2%, passando de R$ 9,89 em 2015 para R$ 11,99 este ano. Já o valor da caixa de bombom Garoto, com 400 gramas apresentou ligeira queda (-0,88%), de R$ 7,95 para R$ 7,88 na cidade.

A presidente alerta para o fato de a maioria dos ovos conter brindes, muitas vezes brinquedos, cujo custo é acrescido ao do chocolate. “É quase uma venda casada.” Lúcia lembra que não é o momento de os pais gastarem mais do que podem com supérfluo. “Não raro, a gente vê a criança comer um pedaço do ovo, e o resto ficar sobrando na geladeira.”

Embora aposte em volume de vendas igual ao do ano passado, a Associação Mineira de Supermercados espera queda de 5% na venda de ovos de chocolate, que deverá ser compensada pelo aumento na demanda por bombons e barras, entre 6% e 8%.

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