A indústria da Zona da Mata fechou 2015 com queda nos principais indicadores de desempenho. O faturamento real caiu 14,6%, as horas trabalhadas retraíram 5,2% e a massa salarial real diminuiu 7,6%. Na contramão, a utilização da capacidade instalada subiu, passando de 87% para 88%, sempre tendo por base o acumulado do ano passado. Os dados são da Pesquisa Indicadores Industriais (Index), realizada em parceria entre Fiemg e Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Dentre os setores produtivos, o têxtil registrou queda de 11,5% no valor total das vendas. A diminuição de 0,2% no faturamento do setor de celulose e papel, identificado na região, foi atribuído ao decréscimo nas vendas internas de papel e papelão, em função da crise econômica nacional. A queda nas vendas de carne para o mercado interno determinou o recuo de 0,1% no faturamento do setor de alimentos.
A avaliação da assessoria econômica é que a retração na demanda interna e nas exportações motivou a queda no faturamento verificado nas indústrias da Zona da Mata. Já a variável ligada à produção – horas trabalhadas – reduziu como reflexo do recuo na produção. A massa salarial também apresentou retração, enquanto o emprego ficou estável (0%). “A conjuntura política e econômica desfavorável do país influenciou a redução nas vendas das indústrias. As expectativas para 2016 são de continuidade do quadro negativo, no entanto a desvalorização do real pode amenizar o quadro”, avaliou o estudo.
