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Mercado de beleza atrai novos empreendedores

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O aquecimento do mercado de beleza tem atraído cada vez mais novos empreendedores para o setor e impulsionado a capacitação de profissionais que já atuam na área. Segundo dados da Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza (Anabel), o número de salões de beleza no país cresceu 90% em cinco anos, passando de 323.202 em 2007 para 616.033 em 2011. Em Minas Gerais, o total de estabelecimentos quase triplicou no mesmo período,pulando de 19.976 para 58.674. Apesar da ausência de dados municipais, o Sindicato Intermunicipal da Classe Econômica do Setor de Beleza e Similares de Juiz de Fora e Região (Sinterbel) garante que a cidade segue a mesma tendência. Em consultas a lista telefônica do município, a reportagem contabilizou cerca de 250 estabelecimentos.

E não é para menos. Em seis anos, o gasto com serviços de cabeleireiros no Brasil cresceu 44%. O país já ocupa o terceiro lugar no consumo de produtos de beleza, atrás dos Estados Unidos e Japão. Segundo o presidente da entidade, Antônio Fernandes Domingues Assad, cada vez mais pessoas investem no ramo. "O baixo investimento inicial, a flexibilidade de horário e a certeza de retorno financeiro por conta da demanda crescente, tornam o negócio atrativo." Ele destaca, também, a criação da Lei 12.592/2012, que regulamentou as profissões de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, depilador e maquiador, como importante fator para o surgimento de novos empreendedores.

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Segundo dados do Portal do Empreendedor, do Governo federal, até janeiro deste ano a cidade registrou 648 micro empreendedores individuais no setor. Em Minas Gerais foram contabilizados 22.229 formalizações e, no país, 201.287. Na avaliação do presidente do Sinterbel, o maior interesse das pessoas pelo segmento de beleza contribui para a busca de melhorias e inovações. "A profissão está mais valorizada, e a concorrência é maior. Para se firmar no mercado, é preciso oferecer qualidade de serviços e atendimento, apresentando um diferencial."

Essa foi a aposta de Fernanda Silva, proprietária da primeira esmalteria da cidade. Inaugurada há duas semanas, a loja é um modelo trazido das capitais. "Em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, as esmalterias já se tornaram comuns. Depois de conhecer o tipo de estabelecimento, estudei bastante e troquei informações com proprietárias para saber se valeria a pena arriscar em Juiz de Fora."

Para a criação do empreendimento, especializado somente em serviços de manicure e pedicure, a empresária conta que investiu R$ 150 mil. No local, trabalham seis funcionárias que atendem, em média, dez clientes por dia. "O projeto é de ampliar, em breve, o número de colaboradoras para dez", diz Fernanda.

 

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Busca por capacitação cresce 60% na cidade

Segundo dados da Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza (Anabel), o número de pessoas empregadas em salões de beleza do país aumentou de 1,4 milhão em 2007, para 2,3 milhões em 2011. Em Minas Gerais, no mesmo período, o crescimento foi de 64 mil para mais de 150 mil.

Para entrar ou simplesmente se manter em um mercado que está em plena expansão, os profissionais buscam cada vez mais a qualificação através de cursos de capacitação. No Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Juiz de Fora, cerca de 300 profissionais foram formados em 2012 na área de imagem pessoal, que engloba serviços de cabeleireiro, maquiagem, depilação, sobrancelha, estética, manicure e pedicure. O número é quase 60% maior que o registrado em 2010, de acordo com a supervisão pedagógica da entidade.

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Segundo o diretor escolar do Senac-JF, Luíz Henrique Andrade, 80% dos alunos que buscam os cursos profissionalizantes nunca atuaram na área. "São pessoas que enxergam no aquecimento do mercado de beleza, a possibilidade de ter o próprio negócio ou de conseguir emprego no setor", avalia.

Para o paulista Fábio Lamberti, a formação de colaboradores para o segmento de beleza de Juiz de Fora é considerada uma boa oportunidade de negócio. "Quando visitei a cidade, em abril do ano passado, percebi a carência de profissionais que preenchessem a demanda dos estabelecimentos." Em janeiro deste ano, ele inaugurou a primeira franquia do Instituto Embelleze no município. Para o empreendimento, Lamberti conta que investiu R$ 300 mil. "O espaço tem capacidade para atender até mil alunos", destaca.

Em pouco tempo de atividade, ele afirma que a procura tem sido crescente. No local, é oferecida formação profissional para cabeleireiro, manicure e pedicure com design de unhas artísticas, maquiador, depilador e design de sobrancelhas. "Com a dificuldade de contratar mão-de-obra qualificada, muitos salões já demonstraram interesse em empregar os alunos que se formarem aqui", diz.

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