Depois de três meses consecutivos de saldo negativo, Juiz de Fora conseguiu contratar mais do que demitir, criando 521 empregos com carteira assinada em setembro. O número representa alta de 17% ante o apurado no mesmo mês de 2012 (444). O comércio, com 488 vagas formais, foi o responsável pelo bom desempenho, concentrando 94% do total de novos empregos. Nos demais setores produtivos, o desempenho foi fraco: indústria da transformação (-1), construção civil (3) e serviços (5).
Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no acumulado do ano foram criadas 2.266 oportunidades no mercado formal em Juiz de Fora, resultado de 60.205 admissões e 57.939 demissões, menos da metade do verificado no mesmo período do ano anterior (5.527).
No país, a geração de empregos em setembro teve o melhor resultado desde abril, com mais de 211 mil postos de trabalho formal. Em Juiz de Fora, o resultado é o terceiro melhor do ano, perdendo para abril (665) e março (592). No cenário nacional, o saldo do mês passado foi também o melhor para o período dos últimos três anos. Em Juiz de Fora, apesar de ter havido crescimento ante 2012, houve queda na comparação com 2011 (1.281), tendo sempre setembro como referência.
De acordo com o Ministério do Trabalho, o resultado nacional é atribuído à expansão do setor de serviços, que, individualmente, criou mais de 70.500 postos – 33,4% de todas as vagas formais no mês. Para o ministério, o bom desempenho foi impulsionado pela expansão generalizada dos ramos que integram o setor, com destaque para os serviços em alojamento e alimentação (mais de 22 mil vagas), de comércio e administração de imóveis (20 mil) e ensino (9.800). No país, também tiveram desempenho positivo a indústria de transformação (63.200 postos) e o comércio (53.800). O Caged também mostrou que, de janeiro a setembro, houve aumento real de 2,2% nos salários de admissão – de R$ 1.076 para R$ 1.100, conforme informações da Agência Brasil.
