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Preço de gasolina sobe até R$ 0,20 em JF

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Os motoristas que abasteceram seus veículos com gasolina nas duas últimas semanas depararam-se com preços até R$ 0,20 maiores que os cobrados no início do mês nos postos de combustível de Juiz de Fora. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) previa um aumento diante das obras na Refinaria Gabriel Passos (Regap), localizada em Betim. Porém, mesmo após o restabelecimento das operações no município mineiro, os preços não voltaram ao patamar anterior.

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Segundo pesquisa realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) na última semana, o litro teve alta média de 2% na comparação com os preços praticados no último mês. A média na cidade passou para R$ 2,71 na última semana, contra R$ 2,66 no mês anterior. Para o presidente regional do Minaspetro, Carlos Alberto Jacometti, o aumento está relacionado ao movimento do mercado no ajuste de seus preços. Estávamos trabalhando com preços muito reduzidos na cidade, ficando com um dos valores mais baixos do estado. Agora o setor está se ajustando, e a alta é mais em função do mercado do que de aumento de custos.

O gerente do posto Romualdo, Luiz Balbi, confirma o reajuste da gasolina, que chegou a R$ 0,20, passando de R$ 2,599 para R$ 2,799. Ficamos três meses vendendo nesse valor. Agora vamos tentar recuperar o que perdemos nesse período. Segundo ele, a redução do percentual de álcool anidro na mistura da gasolina, de 25% para 20% não representou qualquer impacto no valor comercializado nas distribuidoras. Não vemos os preços caírem, eles só sobem.

Os preços do etanol na cidade também continuam em alta, mesmo em período de safra da cana-de-açúcar. Segundo levantamento feito pela ANP, o valor do combustível está 6% maior que o praticado no último mês. Na comparação com setembro do ano passado – período em que os preços já estavam mais altos – o aumento é de 23,6%. O valor do litro saltou de R$ 1,793 para R$ 2,217. Segundo o presidente regional da Minaspetro, as vendas do combustível hoje não representam nem 10% do volume de vendas na maior parte dos postos da cidade. Os que abastecem são aqueles que possuem veículos movidos apenas a álcool.

Tributação

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Estudo realizado pela Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia da Universidade de São Paulo (Fundace/USP) mostra que do valor total pago nos postos, 38,61% são tributos no caso da gasolina, 31,36% no etanol e 27,28% no diesel. O estado com maior carga no país é o Rio de Janeiro, com 42,5% no caso da gasolina.

A Região Sudeste é a que possui a maior carga tributária incidente na gasolina: 40,4%, sobre o preço comercializado na bomba. A região tem ainda, além do Rio de Janeiro, o Espírito Santo na segunda colocação entre os estados que mais tributam o combustível, com 42,1% de carga. A Região Norte, com 37,25% de carga, é que possui menor tributação média sobre a gasolina. Amapá e Amazonas, com 35,6%, são os estados com menor tributação.

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