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ArcelorMittal demite 50 em JF

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A ArcelorMittal em Juiz de Fora demitiu 50 funcionários e restringiu o funcionamento do setor de trefilaria, que operava ininterruptamente na cidade. As medidas, confirmadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos, seriam uma adequação a redução na demanda por aço no país. A Arcelor mantém, hoje, cerca de 900 empregos diretos na planta local. Por meio de nota, a empresa disse que “lamenta confirmar o desligamento de 50 pessoas em sua unidade de Juiz de Fora em virtude da necessidade de adequação da produção ao cenário econômico atual”.

Conforme o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, João César da Silva, estava prevista uma reunião com a direção da empresa ontem, com o objetivo de garantir o nível de emprego na fábrica. O encontro, no entanto, foi adiado. Segundo o presidente, os cortes foram concentrados no setor de trefilaria, que também sofreu mudanças em seu funcionamento. A operação por 24 horas foi substituída por turnos encerrados no sábado às 15h e retomados na segunda às 7h. O setor é responsável pela fabricação do produto final direcionado à construção civil.

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Durante o Congresso Brasileiro do Aço & ExpoAço, encerrado na terça-feira, o presidente da ArcelorMittal Aços Longos Américas Central e do Sul, Jefferson de Paula, teria divulgado à imprensa que a siderúrgica pode adotar medidas de contenção em outras unidades do país em função da retração do mercado. Além da redução de dois turnos em Cariacica (ES), o terceiro laminador da ArcelorMittal em João Monlevade (MG) poderia ser temporariamente desativado, assim como um dos dois laminadores localizados em Piracicaba (SP). No interior de São Paulo, está em negociação com o sindicato de classe a implantação do layoff, que consiste na suspensão temporária dos contratos de trabalho.

Com a queda na comercialização de produtos siderúrgicos no país, o Instituto Aço Brasil (IABr) revisou, para baixo, as projeções para o setor este ano. A estimativa de alta de 2% no consumo na comparação com 2014 perdeu lugar para a ameaça de retração em 12,8%. As projeções da produção de aço bruto também foram revistas e chegam a 3,4% na mesma base de comparação.

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