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Natal movimenta bairros

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Lojas enfeitadas, vitrines decoradas e avisos de ofertas despertam o interesse dos consumidores para as compras de Natal. Faltando pouco mais de uma semana para a data, considerada a melhor para o comércio, o movimento nas ruas é intensificado. O cenário, típico das vias do Centro nesta época do ano, se repete nos bairros. Manoel Honório, Benfica, São Pedro e Santa Luzia são exemplos de regiões comerciais que sentem o aumento das vendas. Para atingir a expectativa de crescimento de até 10% ante 2012, os lojistas dos bairros apostam na relação mais próxima com os clientes como principal atrativo.

Há 14 anos trabalhando no Manoel Honório, a proprietária da loja de calçados Ipanema Esportes, Edilamar de Castro, diz que o contato direto com os moradores do bairro permite condições diferenciadas de atendimento e pagamento. "Há clientes que experimentam o produto em casa e depois voltam para pagar ou trocar." A loja de Dila, como é chamada pelos consumidores, reserva ainda outra curiosidade: o pagamento crediário por meio de notas promissórias. "É algo que hoje não é tão fácil de se encontrar, mas entre conhecidos não temos problemas."

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Segundo a professora Ediléia Lima, 36 anos, o atendimento é um dos aspectos que a fazem optar pelo comércio do bairro para realizar as compras de Natal. "Os vendedores conseguem ser mais atenciosos, pois já conhecem as nossas preferências e não há aquele tumulto do Centro. Além disso, tenho a facilidade de encontrar tudo perto de casa. O comércio do Manoel Honório é muito diversificado." O presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE) do bairro, Carlos Alberto Makla, confirma. "Temos lojas de todos os segmentos e atendemos toda a cidade. Há pessoas que vêm de outros lugares comprar com a gente."

O mesmo acontece em Benfica. O comércio cresceu e hoje conta com, aproximadamente, 300 lojas que atraem consumidores de toda a Zona Norte, conforme informações da ACE do bairro. Já consolidado na região, o setor continua em franca expansão sem perder o relacionamento característico entre vendedores e consumidores. "Os comerciantes têm a preocupação de modernizar os negócios, mas manter o contato direto com os clientes", destaca o presidente da entidade, Euzébio Martins. Segundo ele, para este Natal, a expectativa é que haja aumento de até 10% das vendas.

No Armarinho Soares, inaugurado há 18 anos no bairro, o proprietário Darci Gilberto Soares afirma que a movimentação começou no início de dezembro. "Mas assim como no Centro, os nossos clientes também têm o costume de deixar as compras para última hora. Nos dias que antecedem o Natal, a procura é sempre maior." Aproveitando uma visita ao bairro, a aposentada Maria Aparecida Pereira, 61 anos, decidiu pesquisar preços e acabou adiantando a compra de alguns itens. "Sou moradora do Francisco Bernardino, mas sempre venho aqui para conferir as novidades", diz. "Vou esperar o 13º salário para comprar todos os presentes, mas já encontrei alguns produtos que vou levar hoje."

Em meio ao tradicional comércio de Santa Luzia, o empresário Victor Casagrande decidiu abrir a loja Cravo e Rosa há pouco mais de um ano. Também dono de um estabelecimento no Centro, ele destaca que o relacionamento com o consumidor é a principal diferença entre os dois empreendimentos. "A oferta de produtos é a mesma, mas aqui nós conhecemos quem frequenta a loja. Isso é uma oportunidade a mais de fidelização da clientela." Este é o caso da pasteleira Gisele Ferreira, 33 anos. "Sempre compro aqui, e no Natal não será diferente."

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Na avaliação do presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, o contato direto com o dono do estabelecimento é que faz com que muitos consumidores deem preferência ao comércio dos bairros. "Não é preço e nem oferta de produtos, o principal atrativo é a garantia de que o proprietário está ali. Qualquer problema, o cliente pode recorrer a ele. Há uma cumplicidade nesta relação que já foi encontrada no comércio do Centro, mas só os bairros conseguiram manter."

 

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‘São Pedro é uma grande promessa’

Para Beloti, a cidade passa por um processo semelhante ao ocorrido em grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. "Está havendo uma pulverização comercial. Esta oferta é boa para os negócios, que se tornam mais competitivos e, sobretudo, para o consumidor que conta com mais opções." Além de Manoel Honório e Benfica, ele destaca a atuação do comércio de São Pedro. "A região está crescendo muito e o setor está se fortalecendo. São Pedro é uma grande promessa para Juiz de Fora", analisa.

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Na principal via comercial do bairro, a Avenida Presidente Costa e Silva, a movimentação para o Natal tem sido grande. "É o melhor período para as vendas", diz a proprietária da loja Pipa Kids, Michele Ferreira Campos. Por isso, ela conta que vale investir em estratégias para atrair os consumidores. "Este ano faremos o sorteio de uma cesta de produtos natalinos para os clientes. É uma forma a mais de estreitar o nosso relacionamento que já é bem próximo."Esta proximidade deu tranquilidade à dona de casa Priscila Danielle, 26 anos, quando teve que trocar o presente de Natal recebido de uma amiga para a filha de 4 anos. "Como conheço a Michele e o Marcelo, donos da loja, não enfrentei nenhuma dificuldade para fazer isso".

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