
Em todo o ano de 2013, saldo de empregos formais na cidade foi de 2.210
Mesmo que a perspectiva de mil contratações temporárias para este Natal se efetive, Juiz de Fora, muito provavelmente, não conseguirá atingir o saldo de empregos formais verificado em 2013 (2.210 vagas). A constatação é inevitável mediante o resultado de outubro, em que as demissões superaram as contratações, resultando em estoque negativo de cem vagas. Apesar de a performance ser melhor ante a do mesmo mês de 2013 (-353), não contribuiu para reverter o baixo desempenho verificado na cidade este ano.
Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no acumulado do ano até outubro foram criados 348 empregos com carteira assinada em Juiz de Fora. O número é 82% menor do que o verificado em igual período de 2013 (1.949). No mês, a construção civil, considerada o termômetro da economia, apresentou o pior desempenho (-115), acompanhada por serviços (-53). O comércio e a indústria de transformação obtiveram resultados positivos, de 43 e 24 vagas formais criadas em outubro, respectivamente. No ano, o cenário muda. A indústria de transformação apresenta o melhor resultado (267), seguida pela construção civil (280). Comércio amarga corte de 256 vagas formais.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda, André Zuchi, se a cidade conseguir fechar o ano com saldo positivo de mil vagas será “uma vitória”. Entre os motivos para o quadro, Zuchi cita investimentos previstos para maturação em 2013 e 2014, que continuam sendo realizados, mas sofreram desaceleração, a redefinição da atuação da Mercedes-Benz na cidade – um dos maiores empregadores no município – e o fato de novos projetos, como o Shopping Jardim Norte, precisarem de prazo para concretização. “Juiz de Fora reflete a situação econômica que o país atravessa, de muita gravidade.” Zuchi lembra que, em 2013, a cidade criou apenas um terço do estoque verificado em 2012 (6.685). “Há uma desaceleração”, atesta. A expectativa dele, no entanto, é que, com novos investimentos, consiga-se alcançar o equilíbrio entre contratações e demissões na cidade.
No país
No país, a geração de empregos formais foi o pior resultado para outubro desde 1999, com retração de 30.283 postos de trabalho. No acumulado do ano, houve alta de 13,14%, correspondendo a aumento de 5,7 milhões de vagas ao estoque de empregos formais. A perda de postos na construção civil (-33.556) e na agricultura (-19.624) contribuíram para o quadro mensal. Conforme o Caged, houve redução nos postos com carteira assinada em cinco dos oito setores econômicos. O comércio (32.771), os serviços (2.433) e o setor público (184) contrataram mais do que demitiram no mês passado.
Para o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o desempenho foi duramente impactado pelo clima de expectativa em torno da eleição, quando, segundo ele, o país parou para votar, e a crise continuou apertando. O ministro também citou fatores climáticos, como a seca no Sudeste, e sazonais, atribuídos à agricultura, especialmente a cultura do café. Segundo Dias, as demissões foram feitas, mas as contratações ficaram para depois. Por isso, a expectativa é que o resultado anual fique abaixo de um milhão de empregos no país.

