Apesar dos dois anúncios de investimentos para Juiz de Fora, com o objetivo de iniciar a oferta de gás natural para uso residencial e expandir o consumo comercial – R$ 100 milhões em 2014 e R$ 300 milhões este ano-, a cidade, se for beneficiada, o será com parte do segundo montante, que deverá ser compartilhado com a capital, região metropolitana e outros municípios mineiros como Uberlândia. Por meio de sua assessoria, a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) não garantiu a aplicação da verba inicialmente prevista. O posicionamento é que os investimentos em todo o estado estão sendo revistos pela nova direção, que está trabalhando na reestruturação da empresa. “Os valores divulgados não fazem parte do planejamento feito pela Gasmig anteriormente, portanto, não podemos afirmar os montantes mencionados.”
Esta semana, a Gasmig anunciou a ampliação de gás residencial para mais dois bairros em Belo Horizonte, com um mercado potencial de 11 mil clientes. Sobre a execução do projeto de expansão na cidade, a informação é que os estudos estão em curso. A etapa antecede o projeto executivo, considerado prioritário para o início das ações. As licitações para ampliação da oferta estavam previstas para este ano. “Com a chegada da nova diretoria e a revisão do planejamento, esta fase será adiada, e a companhia divulgará no momento oportuno.” A meta inicial de atingir 30 mil novos clientes até 2017 também depende dos resultados do levantamento e do novo planejamento estratégico da Gasmig.
Também procurada, a Cemig informou que o programa de investimento da Gasmig está em fase final de reavaliação. Juiz de Fora ainda não conta com utilização de gás natural em residências. Atualmente, o fornecimento na cidade é restrito ao energético para a usina termoelétrica, além do destinado a 11 indústrias, dez postos distribuidores de gás natural veicular (GNV) e 14 estabelecimentos do comércio, em dados deste ano até abril. O fornecimento no município chega a 594.210 metros cúbicos por dia, sendo 89% destinados à indústria.
O anúncio
O anúncio do investimento de R$ 100 milhões, que seria aplicado em três anos, foi feito em coletiva por prefeito Bruno Siqueira (PMDB), presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais e o então diretor-presidente da Gasmig, José Carlos de Mattos no ano passado. Na época, foi assinada ordem de serviço para realização de levantamento de diagnóstico e viabilidade do mercado. Na área de abrangência desta primeira fase estavam 2.800 edificações residenciais e 655 estabelecimentos comerciais localizados nos bairros Alto dos Passos, São Mateus, Boa Vista, Bom Pastor, Cascatinha, Centro, Dom Bosco, Granbery, Jardim Paineiras, Santa Helena, Mundo Novo, Santa Cecília, Estrela Sul e Teixeiras. Na mira da Gasmig estavam, além das residências, lanchonetes, comércio em geral e shopping. Também foi cogitada a possibilidade de uma segunda etapa do projeto de expansão, cujos detalhes não foram divulgados na época.
