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Carne de porco e frango mais cara

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Açougues da cidade já repassaram aumento de fornecedores para consumidor
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Açougues da cidade já repassaram aumento de fornecedores para consumidor

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O consumidor juiz-forano já sente no bolso os impactos da alta da soja e do milho no mercado internacional. Matéria-prima para a fabricação de ração animal, os cereais acumularam aumento de 50% e 34% no ano, respectivamente. Com isso, houve alta de mais de 30% nos custos com alimentação de bovinos, suínos e aves. Com a produção mais cara, açougues locais já não conseguem absorver o prejuízo e segurar os preços. O quilo da carne de porco chegou a ter acréscimo de quase 60% em um mês, enquanto o frango já custa até 10% mais na cidade. Para o Sindicato Rural de Juiz de Fora, a tendência é que a alta atinja, até o final de agosto, a carne de boi, ovos e derivados do leite, já que todos os 1.300 produtores da região estão sofrendo os reflexos da crise.

"Está todo mundo apavorado, e está ficando inviável, principalmente, para a pecuária. O Governo garante que não faltará soja, mas, no preço que está, não dá para adquirir. Alguns produtores de leite já estão operando no vermelho, devido à coincidência desta crise com o período de seca. Se o mercado não aceitar bem o repasse desse aumento, que chega a 30% dos custos de produção, alguns terão que parar. Em poucos dias, isso vai estourar em cima do consumidor, porque todos os preços vão disparar", diz o presidente do Sindicato Rural, Domingos Frederico Netto. O superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado de Agricultura, João Ricardo Albanez, afirma que, embora a crise tenha afetado, principalmente, a suinocultura e a pecuária de leite, não há perigo de desabastecimento no mercado mineiro.

No comércio, já é possível constatar a subida dos preços. No Açougue Globo, no São Mateus, o valor cobrado pelo quilo do porco abatido subiu R$ 2 em um mês, mais de 57%. Já o preço do frango teve acréscimo de R$ 0,40, pouco mais de 8%. "Tentamos absorver o prejuízo inicialmente, mas agora estamos tendo que repassar o aumento para o consumidor. Ainda assim, seguramos um pouco para não perder a clientela, porque o movimento está fraco", conta o sócio-proprietário Jorge Luiz de Souza Rocha.

No Frigorífico AM, na Avenida Getúlio Vargas, os acréscimos já chegam a 20%, no caso da carne suína, e 10%, nas aves. "Há pelo menos três semanas que os preços não param de subir. E não repassamos nem a metade do aumento para o cliente", destaca o gerente, Cadu Mendes. A situação é a mesma no Açougue Canadá, também na Getúlio. Segundo um funcionário, que preferiu não ser identificado, na última semana houve reajuste de R$ 0,50 no quilo do pernil e do lombo, representando alta de até 6%. "Se o fornecedor sobe o preço, precisamos aumentar também."

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Produtores vão à Brasília pedir ajuda ao GovernoBrasília (ABr) – A seca nos Estados Unidos, que levou à quebra da safra norte-americana, levou ontem à capital federal representantes do setor de frangos, suínos e óleos. Eles pediram ao secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, ajuda para enfrentar os problemas do setor no Brasil. Entre as reivindicações do setor, estão a liberação de créditos do PIS/Cofins devidos pelo Governo às empresas.Segundo os produtores, o dinheiro ajudaria a reduzir os custos de produção, que aumentaram "absurdamente" após a elevação do preço da soja no mercado internacional. "Ajudaria a comprar farelo mais barato", disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína, Pedro de Camargo Neto. Ele explicou que o setor de carnes está extremamente pressionado com o aumento do custo de produção e, por isso, veio pedir o ressarcimento de créditos do PIS/Cofins, "que existem e são devidos, mas costuma demorar muito". Camargo Neto não soube informar o valor exato dos créditos devidos ao setor, mas ressaltou que os recursos ajudariam a reduzir os custos na aquisição do farelo de soja, insumo usado para melhorar a produção no setor. Ele destacou que, com o agravamento da situação agrícola dos Estados Unidos, o preço da soja disparou no mercado internacional, pressionou inclusive a cotação no Brasil, já que a commodity é negociada na Bolsa de Chicago, a maior do gênero no mundo."É a maior seca nos Estados Unidos em 50 anos e a primeira vez na história que tem impactos no Brasil. O Brasil não era globalizado como é hoje, e qualquer coisa que aconteça nos Estados Unidos reflete também aqui. Vão ser dois anos de dificuldades", afirmou.

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