
Ao longo de 2014, a planta de Juiz de Fora concedeu férias coletivas e licença remunerada (FERNANDO PRIAMO/23-07-14)
A duas semanas para o retorno dos cerca de cem trabalhadores que estão em lay-off (suspensão de contratos) na Mercedes-Benz em Juiz de Fora, a possibilidade de a montadora adotar novas medidas de contenção na produção local não foi descartada. Hoje a direção da empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos devem remarcar reunião presencial, que não ocorreu esta semana por conta das paralisações realizadas na unidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, João César da Silva, o assunto a ser tratado não foi informado pela empresa. “Mas estamos tranquilos, pois temos um acordo que mantém os empregos da unidade em Juiz de Fora.” No ano passado, foi acordado que caso a Mercedes realizasse demissões durante o lay-off ou nos três meses subsequentes ao término da medida, deveria arcar com multa no valor de R$ 5.500 por trabalhador dispensado, acrescido do salário do funcionário.
Procurada pela Tribuna, a assessoria da Mercedes informou que “assim como praticamente todas as indústrias do setor automotivo, a fábrica de Juiz de Fora também está adequando a sua produção à queda nas vendas de caminhões no mercado brasileiro”. A empresa confirmou o retorno dos funcionários que estão em lay-off no dia 30 deste mês e, quando perguntada sobre a adoção de novas medidas de controle da produção, limitou-se a dizer que caso elas aconteçam serão informadas previamente.
No ABC
Diante da retração vivida pelo setor automotivo em todo o Brasil, a Mercedes tem adotado uma série de medidas nas fábricas de Juiz de Fora e São Bernardo do Campo. Esta semana, a montadora concedeu dois dias de folga para os mais de dez mil trabalhadores da planta paulista. Estas paralisações estão ocorrendo desde o ano passado.
Na fábrica juiz-forana, ao longo de 2014, a empresa concedeu férias coletivas, licença remunerada e realizou a “semana curta” de trabalho. Desde agosto do ano passado, grupos de trabalhadores passaram a integrar o lay-off, medida que consiste na suspensão dos contratos de trabalho durante cinco meses, período em que os profissionais participam de cursos de qualificação e têm os direitos trabalhistas garantidos. Em novembro, um último grupo participou da medida e retorna às atividades no final deste mês.

