A utilização média do bilhete único corresponde a apenas 0,36% da demanda pagante no transporte público em Juiz de Fora. Conforme balanço divulgado pela Secretaria de Transportes e Trânsito (Settra), foram 29.897 utilizações do serviço em outubro. No total, o sistema possui mais de seis mil usuários cadastrados. A expectativa da Settra, antes da expansão, era que a adesão variasse entre 10% e 11%. No dia 22 de novembro, a ampliação da integração temporal e tarifária completou três meses. Antes, o sistema funcionava em formato piloto em dez linhas de ônibus da cidade.
O subsecretário de Mobilidade Urbana, Mauro Branco, entende que a adesão ao sistema acontece a partir da necessidade do usuário e da sua percepção de economia no transporte. Nesta modalidade, o passageiro pode utilizar dois ônibus pagando a tarifa diferenciada de R$ 4,13. Para isso, é necessário percorrer, de forma linear, regiões distintas, no intervalo máximo de 1h30. O valor representa economia de 25% na comparação com os R$ 5,50 pagos em duas viagens.
A expectativa do subsecretário é que o crescimento do bilhete único aconteça de forma paulatina. Na sua opinião, os juiz-foranos que utilizam com frequência o modal, nos trajetos contemplados, têm buscado o cadastramento. “Quem utiliza de forma não constante pode demorar um pouco mais para fazer essa migração.”
Procurado, o Consórcios Integrados de Transporte Urbano (Cinturb), por meio de sua assessoria, afirmou que o número de usuários do bilhete único, hoje, é de 6.713. Sobre o cadastro, a avaliação é que, por dia – e em média – há a adesão de cerca de 30 novos passageiros. “O projeto de integração, conforme previsto na licitação, está completo em relação às linhas que o permitem”, informou a entidade. Calcula-se que o número de usuários do sistema chegaria a 250 mil em Juiz de Fora.
Venda de créditos pela internet
Segundo o subsecretário de Mobilidade Urbana, Mauro Branco, uma possibilidade que está sendo levantada agora é viabilizar a venda de créditos de bilhete único pela internet. Na sua opinião, esta seria uma forma de fomentar a adesão. Entretanto, não há prazo previsto para a sua implementação. “Tudo que foi planejado foi cumprido. Hoje temos um sistema funcionando de forma plena, com 0% de reclamações,” assegurou.
Para o passageiro saber que está pagando realmente a tarifa diferenciada, ele deve – ao embarcar pela segunda vez na linha integrada e dentro do intervalo previsto – observar se a palavra “integração” aparece no visor do validador, assim como o saldo remanescente.
Apesar de a Settra ter afirmado, em agosto, que solicitaria também ao Cinturb a informação clara e transparente do valor debitado (metade da passagem no caso da segunda viagem), o consórcio argumenta que a mudança não será possível, porque “o sistema previsto para a exposição de informações no validador não aceita a alternativa”.

