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JF é a primeira cidade do país a usar fermentação acelerada

A técnica inovadora, chamada “flash fermentação”, foi apresentada durante workshop realizado na Cervejaria Escola Mirante

Por Tribuna

14/11/2018 às 07h00

Reconhecida como polo cervejeiro, Juiz de Fora é a primeira cidade do país a experimentar um sistema de fermentação acelerada que otimiza a produção da bebida, reduzindo de 15 para dois dias o tempo de fabricação. A técnica inovadora, chamada “flash fermentação”, foi apresentada durante workshop realizado na Cervejaria Escola Mirante, na última semana. O evento atraiu desde microcervejeiros até grandes cervejarias de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Ceará, Paraná e Rio Grande do Sul.

A expectativa é que a nova tecnologia possa fortalecer o desenvolvimento da cadeia produtiva. O “sistema flash” foi desenvolvido pela empresa FlashBiotech Brasil, sediada em Estrela, no Rio Grande do Sul. Na prática, ele permite o controle do processo de produção com uso da técnica de leveduras imobilizadas, com auxílio de um biorreator. No novo modelo, há a aceleração da fermentação primária e secundária. A flash fermentação pode ser utilizada em todos os tipos de cervejas, mantendo os aromas e a qualidade do produto.

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O mestre cervejeiro Giancarlo Vitale foi o responsável por trazer a novidade para a Cervejaria Escola Mirante. Para ele, a inserção da tecnologia transformará a forma de produzir cerveja, uma vez que garante o aumento da produtividade e a redução de riscos de contaminação, quando comparado ao modelo de fermentação “comum”. ” Além disso, temos menor impacto ambiental, considerando que esta nova forma de produção gera muito menos resíduos”, analisa.

Na avaliação do assessor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, da Prefeitura de Juiz de Fora, Marcos Henrique Miranda, o uso do sistema flash coloca Juiz de Fora em destaque no cenário nacional da cerveja. A difusão desta nova tecnologia faz com que os olhares de todas as cervejarias do Brasil se voltem a Juiz de Fora, uma vez que a utilização do novo modelo diminui o custo de produção, abrindo novos horizontes de criatividade para os cervejeiros. Além disso, potencializa o Arranjo Produtivo Local, fazendo com que a cadeia da cerveja se fortaleça, gerando mais emprego e renda no município”.

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