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Medidas beneficiam indústrias da região

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Indústrias de panificação empregam cerca de 4mil trabalhadores em JF e esperam abrir mais vagas
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Indústrias de panificação empregam cerca de 4mil trabalhadores em JF e esperam abrir mais vagas

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Mais 25 setores econômicos serão beneficiados com a desoneração da folha de pagamento a partir de janeiro do ano que vem, conforme anunciado ontem pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega. Outros quatro segmentos já usufruem do incentivo desde o primeiro semestre, e 11, desde agosto, totalizando 40 setores incluídos nesta ação do plano de desenvolvimento "Brasil maior", do Governo federal. A medida representa renúncia fiscal de R$ 60 bilhões na arrecadação dos próximos quatro anos. Só em 2013, serão recolhidos R$ 12,83 bilhões a menos. Na região de Juiz de Fora, indústrias de panificação e massas, de fármacos e medicamentos e de papel e celulose, além de produtores de aves, suínos e derivados, poderão ser beneficiados.

Os setores contemplados deixam de pagar a contribuição de 20% ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, em contrapartida, arcam com um percentual entre 1% e 2% sobre o faturamento. Segundo Mantega, o universo de beneficiados para de despender R$ 21,5 bilhões com INSS para desembolsar R$ 8,74 bilhões sobre os lucros. Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, o incentivo só é interessante para empresas com mão de obra intensiva e produtos de baixo valor agregado, nas quais a folha de pagamento representa um custo maior e o faturamento não é alto.

"O setor de papel e celulose, por exemplo, emprega cerca de seis mil trabalhadores na região, e seu produto é relativamente barato, então será extremamente beneficiado. Já a indústria de fármacos é muito automatizada, não é empregadora intensiva. Então, nesse caso, pode ser que fique mais caro pagar o imposto sobre o faturamento, que é alto", pondera.

Campolina aponta, ainda, que os segmentos de avicultura e suinocultura, fortes em cidades da região como Visconde do Rio Branco e Ponte Nova, podem ganhar competitividade internacional com a medida, já que as empresas exportadoras que aderem ao plano não arcam com qualquer forma de encargo, uma vez que não têm faturamento aferido pela Receita Federal. Na cidade, ele destaca a indústria de pães e massas, que emprega, só em Juiz de Fora, quase quatro mil trabalhadores, de acordo com Sindicato das Indústrias da Panificação e Confeitaria de Juiz de Fora (Sindipan/JF). "A média é de 12 funcionários por padaria, e temos tradição de oferecer o primeiro emprego, que serve de trampolim para uma carreira futura. Então, esse incentivo permite que possamos investir mais no nosso negócio, abrindo, assim, ainda mais oportunidades", comemora o presidente do Sindipan/JF, Heveraldo Lima de Castro. Neste aspecto, Campolina completa: "ainda que a troca do imposto sobre a folha pelo percentual do faturamento empate no final das contas, porque teremos mais gente empregada."

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Parte das desonerações deve ser incluída, por meio de emendas, na Medida Provisória 563, que beneficiou os 15 setores iniciais. O restante será objeto de nova MP, prevista para sair ainda este mês. Entre os setores beneficiados agora também estão: pescado; equipamentos médicos e odontológicos; bicicletas; pneus e câmaras de ar; vidros; fogões, refrigeradores e lavadoras; cerâmicas; pedras e rochas ornamentais; tintas e vernizes; construção metálica; equipamento ferroviário; fabricação de ferramentas; fabricação de forjados de aço; parafusos, porcas e trefilados; brinquedos; instrumentos óticos; suporte técnico de informática; manutenção e reparação de aviões; transporte aéreo; transporte marítimo, fluvial e navegação de apoio e transporte rodoviário coletivo.

 

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