
Cerca de 70 funcionários aderiram em JF
A greve dos Correios, deflagrada em território nacional nesta quarta-feira (14), resultou em um percentual de cerca de 17% de funcionários de braços cruzados em Juiz de Fora. Desse percentual, cerca de 90% são carteiros, conforme estima o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação Postal, Telegráfica e Similares de Juiz de Fora e região (Sintect/JF), João Ricardo Guedes. No entanto, nenhuma agência está de portas fechadas na cidade. Existem cerca de 400 funcionários, dos quais 160 são carteiros. Os manifestantes iniciaram um protesto na manhã de hoje, em frente à agência localizada na Marechal Deodoro, Centro. Esse protesto deve permanecer até às 15h, em outros pontos da cidade.
"Vale ressaltar que com o efetivo completo a entrega já é afetada, já que temos um déficit de pessoal. Com a greve, afeta ainda mais", destaca Guedes.
Os trabalhadores cobram reposição pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), aumento linear de R$ 400 e elevação do piso dos atuais R$ 807 para R$ 1.635. Reposição de perdas entre 1994 e 2002 e aumento dos vale-refeição e cesta. Na pauta de reivindicações também estão melhorias nas condições de trabalho. Guedes salienta que assembleia diárias irão acontecer no mesmo local da manifestação, a fim de alertar a população e mobilizar mais funcionários. "Também pretendemos ir atrás dos trabalhadores de cidades do entorno, como Muriaé, Ubá e Barbacena."
A categoria rejeitou a proposta dos Correios de reposição de 6,87% referente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aumento linear de R$ 50 e abono de R$ 800. Também foram oferecidos reajustes no vale refeição de R$ 23 para R$ 25 e na cesta de R$ 130 para R$ 140. Em nota enviada à imprensa, os Correios afirmam que "ofereceram todas as condições necessárias para o fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012". A nota ainda diz que "A ECT trabalha para normalizar a situação o mais rápido possível e está adotando uma série de medidas que garantem o atendimento à população brasileira: contratação de recursos, realocação de pessoal, realização de horas-extras e trabalho nos finais de semana."

