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Comércio de JF cresce 2% no 1º semestre

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Depois do resultado negativo nos quatro primeiros meses do ano, o comércio juiz-forano sinaliza recuperação e fecha o primeiro semestre com alta estimada em 2% nas vendas. Apesar do resultado reconhecidamente fraco, a expectativa é que o desempenho do segundo semestre supere o do primeiro, mas fique aquém na comparação com o mesmo período de 2012. A dúvida é se a melhora esperada até dezembro será capaz de suplantar o baixo dinamismo verificado no início do ano.

O diagnóstico do setor, feito pelo presidente do Sindicato do Comércio (Sindicomércio), Emerson Beloti, mostra que Juiz de Fora tem seguido a tendência nacional. Estudo divulgado nesta quata-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o volume de vendas no varejo cresceu 3% nos primeiros seis meses deste ano ante o mesmo período de 2012. O resultado é o pior desde 2003. No primeiro semestre de 2012 a alta foi três vezes maior: 9,06%. Na análise de junho ante maio o aumento foi de apenas 0,5%. Se a base de comparação é junho/junho, o percentual é de 1,7%.

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O comércio vem amargando um primeiro semestre ruim, porque 2% ou 3% é muito pouco para crescimento de uma empresa. Para Beloti, a oscilação do dólar acaba influindo nas taxas de juros, encarecendo as compras a prazo. Segundo o presidente, cerca de 60% das compras no comércio são feitas nesta modalidade. Beloti destaca a importância do segmento em empregabilidade e avalia que a intensa procura por mão de obra, verificada no início do ano, já arrefeceu. A expectativa é que as contratações temporárias, esperadas a partir de setembro, sejam um alento para o setor.

Conforme o economista da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-MG), Gabriel de Andrade Ivo, a análise comparativa de junho/junho revela um cenário favorável. Ele cita dados da Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista, realizada pelo departamento de estudos econômicos do órgão, em que 70% das empresas mineiras identificaram resultados melhores (39%) ou iguais (31%) aos do ano passado – 30% consideraram o desempenho pior. Os dados referem-se a junho deste ano em relação ao mesmo mês de 2012. A tendência de aumento de vendas (16%) prevalece sobre a de redução (13%). Sobre estoque, a maioria (58%) o considera abaixo do apurado no mês anterior, embora para 26% esteja acima do esperado. Este indicador é relevante por espelhar o ritmo do mercado consumidor e o planejamento por parte dos lojistas na formação e geração de estoques. O economista pondera, no entanto, que a disposição de compra está atrelada a confiança dos consumidores em economia, crédito e percepção de emprego, combinada com a influência das datas comemorativas.

Meta é superar 2012

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Para a Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) contribuem para a desaceleração do varejo este ano a acomodação do mercado de trabalho (expansão de 1,5% na massa real de rendimentos) e a perda de fôlego na concessão de crédito aos consumidores (5,9% em relação a junho de 2012). No balanço do ano, a CNC aposta em desempenho 3,8% superior ao de 2012. Entre os setores que devem se sobressair estão os de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos e de uso pessoal e doméstico.

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