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Serrinha bate marca de cem mil passageiros

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O Aeroporto Francisco Álvares de Assis (Serrinha) teve recorde de passageiros em 2012, ultrapassando a marca de cem mil embarques e desembarques (ver quadro). O total de 100.149 pessoas que passaram pelo local no ano passado é 50,6% maior que o verificado em 2011 (66.479) e representa mais que o triplo do resultado constatado há cinco anos, quando o aeroporto contabilizou 29.705 passageiros, conforme dados divulgados pela Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). O aumento da utilização do sítio aeroportuário apresenta desafios e traz expectativas de novos investimentos para o local.

De acordo com a Sinart, empresa que administra o Serrinha, até 2014 o número de passageiros deve chegar a 150 mil. A projeção se deve, em grande parte, pela realização da Copa do Mundo no Brasil. "Com certeza, o nosso aeroporto será utilizado para o evento", garante o gerente da Sinart, Cipriano Magno. Amanhã, ele participa de reunião realizada em Belo Horizonte com representantes da Secretaria de Aviação Civil para discutir o assunto. A assessoria de imprensa da pasta disse que o encontro irá avaliar o direcionamento dos recursos do "Programa de investimentos em logística: aeroportos" do Governo federal, do qual Juiz de Fora será beneficiada. Sem revelar o valor destinado ao Serrinha, a secretaria confirma apenas que R$ 815 milhões serão repassados para Minas Gerais.

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A realização de grandes eventos esportivos no país nos próximos anos é o principal desafio para o aeroporto de Juiz de Fora. De acordo com Magno, a estrutura atual do Serrinha comporta o embarque e desembarque de 150 mil pessoas por ano, mas algumas adequações são necessárias. "Estamos operando aeronaves com capacidade para 45 e 68 passageiros. Temos bons equipamentos de segurança, estacionamento com vagas prioritárias e duas saídas de emergência", relata. "Mas, precisamos de investimento. É preciso ampliar o número de voos e termos mais companhias aéreas", completa.

Os dados da Settra mostram que o número de voos regulares subiu 20,5% de 2011 para 2012, passando de 1.547 para 1.865. Já o número de voos cancelados caiu 36,7% no mesmo período, passando de 231 para 146. "Atualmente, os cancelamentos só ocorrem por motivos meteorológicos ou manutenção dos aviões", diz Magno. Sobre a instalação de novas companhias, ele adianta que as negociações já começaram. "Estamos conversando com a Passaredo e outra linha que ainda não podemos divulgar." Atualmente, apenas a Trip Linhas Aéreas opera no local, com voos regulares para Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Guarulhos.

 

Local precisa de melhorias, dizem usuários

Na visão dos passageiros do Serrinha, o aeroporto precisa de melhorias. Ampliação de saguão, sala de embarque e banheiros são algumas sugestões. "O local é confortável e as condições de higiene, excelentes. Mas, é um aeroporto pequeno se comparado aos de Belo Horizonte. Para atender uma demanda maior, seria necessária a ampliação do espaço", opina a jornalista Izabela Zopelalo, 28 anos. O metalúrgico Nélson Luiz Russo, 45 anos, de Santo André (SP), concorda. "É a primeira vez que viajo por aqui e achei tudo bem pequenininho. Juiz de Fora é uma cidade em expansão, precisa de um aeroporto maior", avalia.

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O professor do departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ronaldo Gouvêa, diz que, para suportar o crescimento da demanda, aeroportos do interior, como o Serrinha, devem apresentar boas condições de infraestrutura. "É preciso analisar a situação da pista, a capacidade das aeronaves, a necessidade de ampliação de voos e outros fatores. Se o número de passageiros aumenta, a estrutura deve estar adequada para recebê-los."

Para o professor de Engenharia de Transportes da Universidade de São Paulo (USP), Nicolau Gualda, o maior uso dos aeroportos do país é uma realidade que só tende a aumentar. "As pessoas têm viajado mais de avião em função do aumento do poder aquisitivo. A confiança nesse meio de transporte cresceu." Além dos brasileiros, ele lembra que nos próximos anos, os aeroportos terão demanda de turistas estrangeiros.

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