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Caixa estuda 5 mil moradias na região

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Superintendente regional em exercício da instituição, Edma Duarte Gaspar, divulgou balanço ontem
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Superintendente regional em exercício da instituição, Edma Duarte Gaspar, divulgou balanço ontem

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No primeiro semestre deste ano, a regional da Caixa Econômica Federal contratou R$ 83,7 milhões no Programa Minha Casa, Minha Vida 2011 do Governo federal. O valor vai viabilizar a construção de 1.286 unidades habitacionais para o público com renda entre três e dez salários mínimos. Pelo menos outras cinco mil moradias estão com projetos em análise. A maior parte (74% ou 3.700) é destinada à população com renda superior a três mínimos. Abaixo desta faixa, há cerca de 1.300 unidades em estudo. Os números referem-se a oferta para a área de abrangência da regional Sudeste de Minas, que engloba 159 municípios. O déficit habitacional, só em Juiz de Fora, é estimado em 15 mil moradias.

O balanço foi divulgado ontem pela superintendente regional em exercício, Edma Duarte Gaspar. De acordo com ela, a expectativa é que a assinatura dos primeiros contratos do ano para a faixa de zero a três mínimos aconteça em torno de 60 dias. A análise para a concretização de 400 unidades na região está mais avançada, diz. Segundo Edma, o Governo federal não liberou dotação específica para concretizar projetos com este perfil na região. A superintendência, no entanto, está autorizada a avaliar as propostas e contratá-las, se for o caso. De acordo com ela, há interesse das construtoras por estes consumidores. Para esta faixa, o programa estava em compasso de espera, na expectativa pela definição dos novos valores para os imóveis.

Na quinta-feira, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, afirmou que o "Minha Casa, Minha Vida" não foi interrompido. "O programa não parou. Já fizemos 200 mil contratos neste ano", garantiu, conforme a Agência Estado (AE). A estimativa é que tenham sido liberados R$ 12,6 bilhões para o programa neste primeiro semestre, beneficiando mais de 550 mil pessoas e financiando 167 mil novas moradias. Segundo o presidente, a ênfase, agora, será dada ao financiamento de imóveis para os consumidores com renda de até três mínimos.

Crédito imobiliário

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No primeiro semestre deste ano, foram assinados 7.382 contratos habitacionais, totalizando R$ 354,5 milhões em financiamentos na regional Sudeste de Minas. Os números são menores ante o mesmo período do ano passado, quando a Caixa liberou R$ 380 milhões para a compra da casa própria, com financiamento de 8.800 imóveis na região. Este ano, os financiamentos com recursos da poupança responderam por 56,3% do total, o equivalente a cerca de R$ 200 milhões. As contratações com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) responderam por R$ 152.226. O financiamento para material de construção atingiu R$ 38,4 milhões. "O resultado é muito positivo e demonstra o crescimento constante da construção civil e o aumento do crédito em especial do setor habitacional", considerou Edma.

No país, foram liberados R$ 34,7 bilhões para a habitação, 3,4% a mais na comparação com o período de janeiro a junho do ano passado. A média nacional é de 3.889 contratos por dia. Segundo a Caixa, pouco mais de 50% das famílias beneficiadas têm renda de até dez mínimos.

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