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Em JF, rendimento médio domiciliar é de R$ 1.063

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Com rendimento nominal médio mensal domiciliar de R$ 1.063,03 per capita, Juiz de Fora ocupa a terceira posição no estado, só perdendo para os municípios de Nova Lima (R$ 1.653,47) e Belo Horizonte (R$ 1.493,21). Na comparação com 2000, o município ganhou uma posição no ranking estadual. A taxa de crescimento anual no período foi de 2,65%. No país, ocupa a 74ª posição. A cifra do município está acima das médias estadual (R$ 773,41) e nacional (R$ 830,85). Os dados, divulgados pela Fundação João Pinheiro (FJP), têm por base a comparação dos Censos de 2000 e 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Os números constam do Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS), e apontam, ainda, que a cidade possui 134.320 empregados no setor formal, ficando em quarto lugar no estado. A taxa de emprego com carteira assinada é de 37,1%, que joga a cidade para a 66º posição. O rendimento médio do setor formal é de R$ 1.283,29, o 55º em Minas Gerais.

A convite da Tribuna, o pesquisador da FJP, Fernando Prates, analisou a situação do município. Ele explica que, em relação a renda e emprego, Juiz de Fora ocupa a 76ª posição no estado. Entre as variáveis consideradas, as duas com maior peso são Produto Interno Bruto (PIB) e a renda, ambos per capita. O primeiro, de R$ 15.477, deixa a cidade em 68ª posição, mas a renda per capita, que chega a R$ 1.095,86, puxa a cidade para o terceiro lugar no estado. Um dado considerado "ruim" é o esforço de investimento (6,67%), que coloca Juiz de Fora na 840ª posição. O pesquisador explica que este é o percentual de gastos do orçamento destinados a investimentos. "Isso explica um pouco porque o município não está melhor colocado."

O estudo considera, ainda, o Índice de Desenvolvimento Tributário e Econômico, em que em Juiz de Fora ficou em 83,5%, 10ª posição. Segundo Prates, o índice indica a capacidade de a administração pública financiar serviços e atividades com base na receita própria. "Quanto maior o indicador, maior o grau desenvolvimento econômico."

De acordo com a FJP, a edição 2011 do IMRS tem o objetivo de fornecer aos municípios mineiros subsídios para o planejamento das políticas públicas e a alocação de recursos financeiros, materiais e humanos. A informação é que os indicadores retratam não só a situação do município em cada dimensão, mas também os esforços empreendidos para alterá-la. A escolha desses indicadores considerou ainda as prioridades de programas e políticas públicas das esferas de Governo municipal, estadual e federal.

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