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Desabastecimento pode elevar preço do gás

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Deve haver alta no preço do botijão nos próximos dias
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Deve haver alta no preço do botijão nos próximos dias

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As distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, seguiram, nessa sexta-feira (11), com dificuldade de abastecimento, e a Associação Mineira dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (Asmirg-BR) já admite alta no preço do botijão nos próximos dias. A razão para a crise seria a dificuldade do carregamento do GLP nas distribuidoras que abastecem o mercado juiz-forano: Betim (MG) e Duque de Caxias (RJ), depois de problemas em uma refinaria em São José dos Campos (SP). "Hoje (sexta-feira) algumas revendedoras ficaram sem gás. Para a próxima segunda-feira, uma empresa já anunciou que o preço será reajustado. Recomendei às distribuidoras refazer as planilhas de custo. Não podemos absorver sempre esse aumento", afirmou o presidente da Asmirg-BR, Alexandre José Borjaili. Procurada pela Tribuna, a Petrobras informou, em nota, que "o suprimento de GLP está normalizado em todo o país, com a chegada nesta semana de produto importado, conforme previsto no plano de suprimento apresentado às companhias distribuidoras e à Agência Nacional do Petróleo".

Em Juiz de Fora, as representantes confirmam a diminuição dos estoques. De acordo com o gerente da LA Faria Eireli, representante do grupo Ultragaz, José Maria Vilela, a dificuldade é verificada há pelo menos uma semana. "Nós pegamos o gás em BH. Normalmente, a carreta voltava no mesmo dia carregada, com 900 botijões. Hoje, está demorando dois dias e meio. Estamos tendo que racionar nossa revenda, já que estamos com apenas 30% do estoque", afirmou. Um dos representantes da Copagaz na cidade, Cláudio Augusto Ferreira, possui capacidade para armazenar quase dois mil botijões. "Falta produto e vasilhame. O fornecimento foi reduzido na origem. Possivelmente até o fim do expediente (de sexta-feira) ficaremos sem gás. Mas uma carreta deve chegar e na segunda-feira teremos o produto", desabafou. Na Supergasbrás, que revende o gás oriundo de Duque de Caxias, a situação é semelhante, de acordo com um dos representantes da empresa, Itamar Mendes Ferreira. "Trabalho com uma reserva de 2.500 botijões. Agora, estou com apenas 600 estocados."

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