Carnaval cria mil empregos temporários
Ainda falta um mês para o carnaval, mas o comércio de artigos especializados já está aquecido diante da demanda das escolas de samba e dos foliões que anteciparam suas compras. Além do aumento das vendas, a festa também cria empregos. De acordo com a Liga das Escolas de Samba (Liesjuf), cerca de mil vagas temporárias deverão ser criadas nos barracões das escolas da cidade.
Segundo a Liesjuf, carpinteiros, serralheiros, costureiras e auxiliares de costura são as principais vagas de trabalho criadas nessa época. As contratações começam em agosto e vão até fevereiro. Em Juiz de Fora, a Prefeitura oferece uma carta de crédito em algumas lojas para adiantar o planejamento, facilitando a compra e montagem dos materiais, afirma o presidente da instituição, Paulo Roberto Mancini.
Na Unidos do Ladeira são gerados 110 empregos indiretos e 58 diretos. Segundo o presidente da agremiação, Marcos Valério Mendes, para manter os quatro barracões da atual campeã do carnaval de Juiz de Fora já foram gastos aproximadamente R$ 93 mil. A Prefeitura dá um crédito de R$ 54 mil para cada escola, mas só com os funcionários temporários, nós devemos gastar R$ 83 mil, revela. Para os funcionários do samba, mais do que renda extra, o trabalho é uma forma de fazer parte da festa. Amo carnaval e gosto muito de costurar. Dá muito prazer ver as fantasias prontas, diz a costureira do Turunas do Riachuelo, Ivanir de Deus .
Segundo os lojistas especializados em adereços, a data do início da festa e as eleições municipais estão tendo reflexos no comércio. Este ano, a carta de crédito garantiu o antecipação das compras de algumas escolas de samba de Juiz de Fora. Com as eleições, as agremiações das cidades vizinhas só estão comprando agora. Acredito que, até fevereiro, o crescimento será de 50% comparado com 2012, explica a proprietária da loja de tecidos Casa Chic, Mounira Haddad Rahme. Nas cidades sem a possibilidades do crédito a prazo, a compra acabou ficando para última hora. A troca de gestão atrasou nosso trabalho. Assim que saiu o resultado das urnas, procuramos o prefeito eleito, que garantiu a verba, porém ela só foi disponibilizada agora, revela o carnavalesco da Portela de Cataguases, Ricardo Paiva.
Cláudia Moisés, gerente da Casa Combate, também confia no aumento do movimento. Nossa expectativa é de vendas até 30% maiores em relação ao ano passado, diz. Já o proprietário do armarinho O Pirralho, Leonardo Sysneiras, vê a data da festa como fator de diminuição das vendas . Quando o Carnaval acontece no começo de fevereiro é ruim. Fica muito perto do início do ano letivo, o que acaba diminuindo um pouco a comemoração nas escolas e as vendas, explica. Em sua loja, as apostas do ano estão nas máscaras de políticos, como a da presidente Dilma e a do ministro Joaquim Barbosa e as fantasias do Homem-Aranha, o campeão de vendas com as crianças.









