O juiz-forano pode enfrentar, nos próximos dias, dificuldades para encontrar gás de cozinha, o GLP. A Associação Mineira dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (Asmirg-BR) confirma a falta do GLP na distribuidora em Betim (MG), que é responsável por parte do abastecimento na cidade. "Nós não temos nenhuma explicação da Petrobras sobre o motivo dessa situação. O que me causa estranheza é seguinte: o gás é derivado do petróleo e, não vejo notícias sobre falta de gasolina ou outros insumos derivados desse material. Muito pelo contrário", diz o presidente da Asmirg, Alexandre José Borjaili. Nessa quinta-feira (10), a Associação Brasileira das Revendedoras de Gás LP (Abragás) confirmou ao jornal Folha de S. Paulo a falta do produto em São Paulo, Paraná, Santa Catatina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Em entrevista à Tribuna, o presidente da Asmirg acrescentou que, na próxima semana, irá enviar um ofício à diretoria da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Petrobras, Ministério de Minas e Energia e, ao gabinete da Presidência da República solicitando o informações sobre a razão dessa dificuldade de abastecimento. Conforme o representante da Supergasbrás, uma das empresas que revende o gás de cozinha em Juiz de Fora, Itamar Mendes Ferreira, o volume de botijões hoje recebidos pela empresa é 30% menor do que a demanda local. "Nós buscamos o produto tanto em Duque de Caxias (RJ) quanto em Betim (MG) e ambos estão com dificuldades. Além disso, a ANP fez uma mudança recente na regulamentação dos vasilhames (botijões) que armazém o gás. Está difícil de encontra-los no mercado", destaca.
