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Preço de material escolar varia mais de 205% em JF

papelaria by Carolina Leonel
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Pesquisa realizada pela Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon JF) entre os dias 2 e 8 de janeiro comparou 112 produtos de papelaria em cinco estabelecimentos da cidade: Fazza, Grafitte, Leitura, MEC e Sion. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (10) e mostra que um mesmo produto, da mesma marca e modelo, poderá ser encontrado com preços bastante distintos. Uma das orientações da agência é para que o consumidor compare os preços antes da compra, caso a intenção seja economizar.

O item com maior diferença de preço foi a régua plástica da marca Waleu, de 30 centímetros, que custa entre R$ 2,90 e R$ 0,95, uma diferença de preços de 205,26%. A menor variação encontrada no levantamento foi do caderno universitário espiral de capa dura do Batman, com 96 folhas, marca Foroni. O produto custa entre R$ 15,90 e R$ 15,95, variação de 0,31%.

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“A pesquisa é realizada anualmente, a fim de fornecer orientação, até porque não existe tabelamento dos preços praticados pelas lojas. Essa é uma informação para que o consumidor tenha uma indicação de onde ir na hora das compras. Ainda assim, os preços podem sofrer alterações, devido ao tempo decorrido da pesquisa, ou ainda após a compra de novos lotes de produtos. Caso o fornecedor altere os preços, ele não estará cometendo infração, desde que haja justificativa”, pontua o gerente de atendimento do Procon/JF, Oscar Furtado.

Participaram da averiguação do órgão as lojas que manifestaram interesse. O critério de escolha dos produtos foi com base na procura dos materiais em anos anteriores. No levantamento, o consumidor também tem acesso a um comparativo entre os menores e os maiores preços praticados pelas papelarias visitadas. Clique aqui e veja a pesquisa completa.

Procura por itens do material escolar intensifica movimento em papelarias

Apesar de o período letivo ainda não ter começado, a procura por itens do material escolar tem se intensificado nas principais papelaria do Centro de Juiz de Fora. Muitos pais e responsáveis estão aproveitando o início do ano e as férias para pesquisar preços e organizar gastos com cautela.

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Ir a diferentes estabelecimentos durante a primeira semana do ano para comparar preços é a estratégia adotada pela autônoma Deisinara Menezes, 25 anos. Ela conta que utiliza o método há três anos, desde quando sua filha, 6, começou a ir à escola. “Este ano, por incrível que pareça, estou achando tudo mais em conta. Já pesquisei em diferentes papelarias e fiquei surpresa. Esse ano eu gasto menos (na compra do material escolar)”, avalia.

Há quem discorde da queda de preços, no entanto. Para o militar aposentado Lutero Lawall, 74, o preço dos itens de papelaria está “bem salgado” em relação a anos anteriores. Juntamente com os neto, 10, e à neta, 6, o aposentado tem percorrido diferentes locais para, além de comparar, comprar os itens que estão mais baratos em cada estabelecimento. “Os pais dos meus netos trabalham e não conseguem fazer essa pesquisa e ir a diferentes papelarias. Por isso, acompanho meus netos e tento negociar com eles. Às vezes, eles querem material de personagem, que é mais caro, quando vejo que não compensa, eu falo não, e procuramos outro item mais em conta”, relata.

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Embora seja moradora de Três Rios (RJ), município distante cerca de 65 quilômetros de Juiz de Fora, a professora Crislaine Silva Martins, 30, diz vir à cidade para pesquisar e comprar o material escolar da filha, estudante do 5° ano. Há três anos, ela compra os itens em Juiz de Fora e garante que o preço final vale a pena. “Dessa vez, aproveitei que meu marido teria de vir a Juiz de Fora para uma consulta e estou pesquisando preços em várias lojas. Comprando aqui sai bem mais em conta”, observa. A professora afirma que para economizar no gastos também negocia com a filha itens mais baratos. “Alguns cadernos e outros produtos são mais caros por serem mais decorados ou de personagem. Se ela gosta de um muito caro, peço para vermos outras opções que atendam o gosto dela, mas que sejam mais em conta. Por isso, pesquisamos em vários lugares.”

Orientações para compra de material escolar

Fonte: Procon/JF

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