As queixas relacionadas ao serviço de táxi no município, como falta de veículos nos horários de pico, recusa de passageiros, problemas no teletáxi, entre outras, foram tema de audiência pública realizada na Câmara Municipal ontem, solicitada pelos vereadores Flávio Cheker (PT) e José Emanuel (PSC).
A assistente social Gabriela Silva, que trabalha no Instituto Bruno Viana, denuncia que a oferta de táxis adaptados na cidade para atender usuários com necessidades especiais mais dificultou do que facilitou o acesso das pessoas. Ela conta que, antes de haver adaptados, todos os taxistas faziam o atendimento. Agora, quando a gente chama algum táxi, eles não vêm, pois dizem que há os especiais. E os adaptados não chegam, pois dizem que estão longe. Só gerou transtornos. O usuário Fernando Lessa diz que chega a gastar quase o valor de um aluguel de imóvel por mês com táxis na cidade desde que precisou vender o carro por problemas de saúde e que os problemas nas ruas são frequentes. Ele conta que uma vez escolheu um carro e entrou. O que estava na frente veio gritar comigo, pois disse que era o primeiro e que eu teria que entrar no carro dele.
Segundo o vereador Flávio Cheker, a população hoje é refém dos taxistas, diante da alta demanda e baixa oferta de táxis nas ruas, sobretudo no final do ano e período de chuvas. Precisamos criar um fórum permanente que garanta a participação de toda a população nessas discussões. O vereador José Laerte (PSDB) denunciou que o problema é a grande aglomeração de placas nas mãos de alguns permissionários. O que vemos são permissionários explorando auxiliares na cidade. Ele também sugeriu a adoção do táxi lotação, nos moldes de como é feito em Belo Horizonte. Para Isauro Calais (PMN), uma das formas de reduzir o número de recusas é mudar as formas de remuneração dos auxiliares, já que a maioria recebe por quilômetro rodado. Já o vereador Rodrigo Mattos (PSDB) sugeriu uma mudança nos horários de troca de turno e solicitou maior fiscalização no horário de pico, para garantir que todos os táxis estejam rodando. José Emanuel solicitou mais fiscalização sobre os adaptados. Já vi um veículo fazendo serviço para banco.
O presidente do Conselho Municipal de Turismo, Gustavo Silveira, e a presidente do Convention e Visitors Bureau de Juiz de Fora, Andréa Rocha, apontaram a necessidade de investimento em treinamento dos taxistas para o desenvolvimento do turismo de negócios local. Segundo o secretário Márcio Bastos, dos 54 veículos autorizados, já há 26 nas ruas e o restante irá começar a circular até fevereiro. Ainda de acordo com ele, nos últimos anos houve aumentos entre 25% e 30% no números de táxis.
Também participaram da audiência o presidente do Sindicato dos Taxistas, Aparecido Fagundes, o presidente da Associação dos Taxistas, Luiz Gonzaga Nunes, e o presidente da Associação dos Taxistas Permissionários, César Grazia.
