O cenário de crise econômica aqueceu a demanda por transporte ferroviário, considerado uma alternativa até 20% mais barata em relação às modalidades rodoviárias. De janeiro a outubro deste ano, a MRS Logística contabilizou aumento de 34% do transporte por contêineres em comparação com o mesmo período do ano passado. Quando analisada a demanda por segmentos, o volume transportado pelo setor de papel e celulose mais do que dobrou, registrando aumento de 113,91%, o de produtos automotivos cresceu 50% e o de bobinas de alumínio, 26%.
Na análise da gerente comercial de industrializados e granéis da empresa, Elisa Guimarães Figueiredo, o transporte ferroviário tem conferido competitividade a alguns setores que têm sofrido com a crise. “O crescimento do setor de produtos automotivos se deve à ampliação das operações em terminais na região de Suzano e Sumaré. Esse segmento passa por um forte momento de redução de custos, e a ferrovia é uma solução viável nesse sentido”, pontua. Já o aumento verificado no setor de papel e celulose é associado à maior participação do modal ferroviário no Porto de Santos, e o do setor de bobinas de alumínio à ampliação da importação de insumos e exportação de produtos acabados.
De acordo com a MRS, o transporte de produtos eletrônicos também tem revelado evolução positiva.”O transporte de eletrônicos, de alto valor agregado, se beneficia da ferrovia pelos baixos índices de roubos e acidentes. É um segmento que não estávamos atuando, mas que ’emplacou’ bem neste ano”, explica Elisa.
