Para evitar a suspensão das matrículas, no próximo ano, nas unidades Sesi/Senai em Juiz de Fora – a exemplo do restante do estado – a expectativa do setor industrial é avançar nas negociações junto ao Governo federal por uma alternativa ao corte de 30% nos repasses ao Sistema S. A medida chegou a ser anunciada no pacote fiscal lançado pela presidente Dilma Rousseff (PT) em setembro. A contraproposta debatida é que as indústrias absorvam parte dos encargos federais, especialmente os custos com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
O presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, comentou que reuniões têm sido realizadas em Brasília para discutir o assunto. Segundo Campolina, a indústria já vem arcando com os custos dos cursos profissionalizantes há cerca de um ano. Por conta dessa negociação, o Governo teria desistido, de imediato, de promover o corte, considerado por ele um confisco. A proposta estaria engavetada, diz.
Se a redução em 30%, no entanto, for implementada, o impacto seria de, aproximadamente, R$ 300 milhões em Minas. Para Campolina, não quebraria o sistema, mas dificultaria a manutenção das atividades. Por isso, haveria, inclusive, a possibilidade de não promover novas matrículas nas 40 unidades no estado, caso o Governo federal mantenha a decisão. “Os jovens teriam que providenciar outra escola e arcar com os custos. Seria a pior medida possível.” O presidente da Fiemg Regional destacou que, em Juiz de Fora, foram investidos quase R$ 25 milhões este ano no sistema, que não pode ficar de portas fechadas. “Quero crer que não acontecerá.”
Em Juiz de Fora e região há 22 unidades do Sesi e Senai. O número de alunos matriculados chega a 16.816 no Senai, sendo 6.643 deles na cidade. No Sesi, os associados a clubes somam 12.070, e os alunos na educação, 2.949. Conforme balanço divulgado pela regional, os dois braços do sistema reúnem 956 funcionários e 44 estagiários na Zona da Mata.
