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JF não deve sediar fábrica de carros da Mercedes-Benz

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Apesar da expectativa de que Juiz de Fora poderia sediar uma nova fábrica da Mercedes-Benz no Brasil, especializada em veículos de passeio, dificilmente o anúncio da montadora, esperado para as próximas semanas, vai contemplar a cidade. Dentre os quatro estados cotados – Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina -, os dois últimos estão com negociações mais avançadas, afirmou, nesta segunda-feira (9), à Tribuna o diretor de Comunicação Corporativa, Mário Lafitte, que estava em Frankfurt, Alemanha. A expectativa é que o anúncio aconteça em, no máximo, dois meses.

Ao longo da espera por uma confirmação, que se arrasta há mais de ano, Juiz de Fora chegou a ser visitada por executivos da montadora, com o objetivo de avaliar a viabilidade de concretizar o projeto. Nos bastidores, a informação que chegou a ser ventilada era a de que a cidade teria 50% de chances de comportar o investimento. Joinville foi citada como o principal concorrente na disputa. Em Minas, as negociações ficaram concentradas na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. A última investida da Mercedes-Benz na produção de carros no país aconteceu entre 1999 e 2010 em Juiz de Fora, com a primeira geração do Classe A e os modelos Classe C e CLC. No ano seguinte, teve início a conversão da planta local para a produção de caminhões.

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Com a redução das chances de sediar uma nova fábrica, cresce a expectativa para a possível transferência de outras linhas de produção de São Bernardo do Campo, em São Paulo, para Juiz de Fora. Hoje a produção local é restrita aos modelos Actros e Accelo. A perspectiva é fechar o ano com 13 mil caminhões fabricados, 32,5% da capacidade da planta, que chega a 40 mil unidades/ano. A montadora também produz, no país, os caminhões das famílias Atron, Atego, Axor, além de ônibus e do comercial leve Sprinter.

Em entrevista do presidente-executivo da Daimler, Dieter Zetsche, ao jornal alemão "Stuttgarter Zeitung", teria sido confirmada a intenção de construir uma nova fábrica no país, de olho na crescente demanda por carros compactos e na constatação de que, neste caso, a importação não seria uma opção lucrativa. O modelo escolhido não foi especificado. Conforme Zetsche, a montadora escolheria entre dois ou três locais pré-selecionados para a fábrica no Brasil.

À Tribuna, Lafitte reforçou a intenção de ampliar a produção, como parte do planejamento da marca, lembrando a posição de destaque do mercado brasileiro no cenário mundial. Segundo o diretor de Comunicação Corporativa, faltam "acertos finais" para a oficialização da decisão da montadora.

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