Ícone do site Tribuna de Minas

Produto natalino tem aumento de até 120%

manga hadden liderou a lista de reajustes olavo prazeres08 12 15

manga-hadden-liderou-a-lista-de-reajustes-olavo-prazeres08-12-15

Manga Hadden liderou a lista de reajustes (OLAVO PRAZERES/08-12-15)
PUBLICIDADE

Manga Hadden liderou a lista de reajustes (OLAVO PRAZERES/08-12-15)

PUBLICIDADE

A sensação prevalente durante todo o ano de preços mais altos e dinheiro mais curto não passará incólume nem no Natal. A Tribuna comparou os preços médios de 60 produtos consumidos nesta época do ano e verificou que 67%, ou 40 itens, estão chegando às gôndolas mais caros este ano. Em alguns produtos, o aumento chega a 120% ante o mesmo período de 2014. A comparação foi feita com base nos preços médios apurados na pesquisa Disque Natal, realizada pela Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA) nos dias 4 de dezembro de 2014 e 3 de dezembro de 2015.

A pesquisa divide os produtos típicos em cinco grupos: enlatados, frutas, carnes, bebidas e outros. O segmento frutas foi o que apresentou a maior variação, já que o quilo da manga Hadden disparou de R$ 2,79 para R$ 6,16, alta de 120%. Das 13 frutas pesquisadas, nove foram majoradas este ano. No topo da lista, estão, ainda, o pêssego, com aumento de 77,61%, e a pera, que subiu 65,67%.

Para quem não dispensa carnes na ceia, vale preparar o bolso. O quilo do bacalhau Saith apresentou alta de 26,51%, seguido, de perto, pelo peito de peru sem osso, cujo aumento chegou a 26,25%. O chester também está 18,27% mais caro na comparação com o Natal passado. Entre as bebidas, a Sidra Cereser e o litro do uísque Johnie Walker Black Label apresentaram as maiores altas, 34,65% e 19,53%, respectivamente.

No segmento enlatados, figo em calda lata/vidro (44,66%) e alcaparra em conserva (32,68%) foram os destaques. Já no grupo outros, cereja em calda (61,71%), castanha de caju (57,15%) e castanha portuguesa (50,12%) ficaram entre os mais caros.

PUBLICIDADE

Para o assistente de administração da SAA, Paulo Marcos Barbosa Guedes, o aumento dos produtos sazonais está diretamente atrelado ao comportamento do dólar, já que grande parte é importada ou conta com insumos vindo do exterior. Conforme Paulo, apesar de a moeda norte-americana estar em tendência de baixa, boa parte dos estoques foi adquirida entre setembro e outubro, quando o câmbio estava em alta. Em função do cenário econômico, avalia, há ainda uma redução nos estoques para este Natal, o que deve pressionar os preços dos produtos mais concorridos.

Na sua opinião, apesar da possibilidade de oscilação de preços nas duas próximas pesquisas, que serão publicadas nos dias 10 e 17 de dezembro, em função do comportamento da concorrência e da oferta e procura, Paulo não espera queda expressiva nos preços praticados na cidade.

PUBLICIDADE

Cenário nacional

Nas gôndolas dos supermercados país afora, os produtos com maiores variações de preço em relação a 2014 são: vinhos importados (24,3%), importados em geral (21,3%), bacalhau (14%), frutas secas (13,2%) e espumante/frisantes (13%). Em função disso, o setor espera redução nas vendas de importados em geral (-14,8%), vinhos importados (-13%), peixes frescos (-7,8%) e bacalhau (-5,1%). Outros produtos típicos, porém, devem salvar a data, como panetone (6%), cerveja (4,2%), frutas secas (3,4%), refrigerantes (3,2%) e pernil (0,3%), cujas vendas devem subir.

Esta foi a constatação da pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Este ano, o setor espera desempenho estável em relação a 2014. “Levando-se em conta o momento difícil da economia brasileira, esperar um Natal estável (0,4%) é ser otimista”, considera o presidente do conselho consultivo da Abras, Sussumu Honda. Para ele, a tradição das festas de Natal e de Réveillon deve impulsionar o consumo nos supermercados. O executivo confirma que as encomendas das empresas do setor para indústria e demais fornecedores continuam, mesmo em volumes menores. O período é considerado por ele como “forte aliado para equilibrar o resultado de vendas das empresas no ano”.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile