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Abertura de empresas cresce quase 12% em JF

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A constituição de empresas está em alta em Juiz de Fora. De acordo com a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), nos oito primeiros meses do ano foram constituídas 1.315 empresas em Juiz de Fora, 11,6% a mais ante o mesmo período do ano passado (1.178). O número já se aproxima do total verificado ao longo de 2010 (1.795). A Jucemg não possui o balanço de negócios extintos na cidade em agosto. Considerando o acumulado de janeiro a julho, foram 760 contra 739 no mesmo período de 2010, alta de 2,8%.

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Já o número de pedidos de falência em agosto foi o menor para o mês desde 2008. No país, 170 empresas formalizaram o requerimento, sendo uma em Juiz de Fora. Considerando o acumulado de janeiro a agosto deste ano na comparação com o mesmo período de 2010, o cenário local permaneceu inalterado: foram contabilizados quatro pedidos em cada um. No balanço nacional, a prevalência das reivindicações (71%) é de micro e pequenas empresas (121), 17% de médias (29) e 12% das grandes (20). Os dados constam do Indicador de Falências e Recuperações, divulgado ontem pelo Serasa Experian.

Para o analista técnico do Sebrae Gustavo de Freitas Magalhães, os dados de novas empresas refletem o aquecimento econômico atual, experimentado inclusive em Juiz de Fora. Empresários identificam novas oportunidades e investem, abrindo novos negócios. Há também os que começam a empreender. Gustavo identifica um grande esforço governamental para que a economia mantenha o ritmo de crescimento, mesmo com as mudanças no cenário internacional, disse, referindo-se a ameaça de recessão em Estados Unidos e Europa. Para o analista, o impacto é inevitável. No entanto, pelo fato de o processo de crescimento ter base sólida no mercado interno, há possibilidade de manutenção de bom ritmo de crescimento, favorecendo novas iniciativas.

O supervisor regional da Jucemg, Ricardo Miana, destaca a desburocratização para abertura de um negócio hoje. Em Juiz de Fora, o prazo máximo para se constituir uma pessoa jurídica é de nove dias. Antes do Minas Fácil (programa desenvolvido pelo Governo estadual para agilizar o processo, centralizando procedimentos), o período de espera se estendia de 60 a 90 dias. Podia ser ainda mais curto se houvesse a emissão do alvará on line. A meta é essa. O supervisor destaca a elevação da da procura em agosto, com a constituição de 234 empresas no mês. A média verificada este ano no município é de 164 novos negócios por mês.

Miana associa o aquecimento a identificação de potenciais negócios em função da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil, além da chegada de novas empresas na cidade e a conversão da planta da Mercedes-Benz para produção de caminhões.

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Segundo os economistas da Serasa Experian, o bom desempenho das vendas no Dia dos Pais garantiu fôlego extra ao caixa das empresas, resultando no menor volume de falências requeridas para agosto desde 2008. Este fato contribuiu para uma ligeira evolução mensal de 1,8% nos requerimentos de falência, na comparação agosto ante julho, bem inferior aos 20% registrados em julho em relação a junho.

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