
Centro de distribuição, no Distrito Industrial, terá capacidade para receber até 20 mil veículos por ano
Com o início das operações previsto para janeiro deste ano, o Centro de Distribuição (CD) de veículos, peças e componentes da Fiat em Juiz de Fora está atrasado por conta crise no setor, mas o projeto de importação e distribuição logística está mantido na cidade. Apesar de a montadora não ter divulgado prazo para início das operações, a expectativa da Prefeitura é que aconteça ainda este ano, em meados de setembro. O empreendimento, localizado na BR-040, no Distrito Industrial, está orçado em mais de R$ 10 milhões. O protocolo de intenções foi assinado há mais de dois anos, em dezembro de 2012.
Em resposta à consulta feita pela Tribuna, a Fiat, por meio de sua assessoria, afirmou que as obras para a construção do pátio e da infraestrutura de operações estão em fase final. Falta, ainda, disponibilizar o acesso da rodovia BR-040 até o CD, conhecido como pista de aceleração e desaceleração. “O projeto está mantido e entrará em operação o mais rápido possível”, disse a montadora, sem estipular datas.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda, André Zuchi, atribuiu o atraso à crise que afeta o setor automobilístico. Zuchi reforçou, no entanto, que a fase 1 está em conclusão. Inicialmente, a filial juiz-forana vai receber os automóveis que chegam pelo porto do Rio de Janeiro e hoje são levados a Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A importação também será feita pela cidade. Conforme o secretário, a expectativa é que a fase 2, que consiste na incorporação do pre-delivery inspection (PDI) – inspeção de carros importados visando a acrescentar acessórios e componentes específicos do mercado brasileiro – seja implementada no primeiro semestre de 2016. “Se o mercado automotivo reagir, acelera o projeto.”
O CD da Fiat ocupará área de, aproximadamente, 180 mil metros quadrados e terá capacidade para receber até 20 mil automóveis por ano. São modelos como Fiat 500, Freemont, Palio e Siena, importados de Argentina e México. A filial também fará a expedição de automóveis que serão exportados para América do Sul e México. O faturamento é estimado em R$ 1,2 bilhão por ano, considerando a movimentação de 20 mil veículos com valores médios de R$ 30 mil a R$ 60 mil. A necessidade de mão de obra para operacionalizar o núcleo é baixa, estimada em 20 trabalhadores diretos. Nesta primeira fase, também serão realizadas, no município, a inspeção e a preparação para venda a clientes localizados nas regiões fluminense, capixaba e baiana. Com a base local, será possível economizar tempo e mais de 600 quilômetros em cada carro transportado.
O CD de Juiz de Fora é o segundo do estado. A montadora possui uma unidade de distribuição em Extrema, no Sul mineiro, em operação desde 2010, que movimenta os produtos advindos do porto de Santos. Pelas contas da Prefeitura, se o faturamento do negócio alcançar a marca de R$ 1,2 bilhão, possibilitará o retorno de até R$ 5 milhões aos cofres públicos, na forma de repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por meio do Valor Adicionado Fiscal (VAF).

