Ícone do site Tribuna de Minas

Qualidade no atendimento é desafio

PUBLICIDADE

A insatisfação dos juiz-foranos com a qualidade do atendimento no comércio é uma preocupação para a cidade, candidata a subsede da Copa de 2014. Com a possibilidade de tornar-se Centro de Treinamento (CT) para uma seleção estrangeira e receber milhares de turistas, a melhora do serviço é um desafio para setor. Nas ruas, consumidores relatam que os problemas são cada vez mais recorrentes. Muitas vezes entrei em lojas de roupa, e os atendentes continuaram conversando, ignorando minha presença. É muito ruim, me senti desvalorizada. Acredito que faltam pessoas treinadas que entendam que o atendimento é um diferencial para que a gente escolha onde vai comprar, diz a cozinheira Elenice Mendes Barbosa, 53 anos.

A opinião é compartilhada pelo universitário Raphael Henrique Borges, 22 anos. Não podemos generalizar mas, em alguns casos, percebo que falta capacitação. Em outros casos, principalmente no segmento de informática e eletrônicos, alguns não sabem informar sobre os produtos. Grávida de sete meses, a estudante Vanessa Duarte, 18 anos, conta que o atendimento no comércio não tem diferença para gestantes.Não há filas preferenciais como em prestadoras de serviço. A espera não me incomoda, o maior problema é a falta de informação. Quando fui comprar móveis infantis, não tive minhas dúvidas sobre os produtos esclarecidas.

PUBLICIDADE

A questão é tema de pesquisa que está sendo elaborada por especialistas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Os

professores Victor Cláudio Paradela e Danilo Sampaio, ambos da Faculdade de Administração, estão entrevistando empresários e funcionários de empresas de pequeno porte de setores do varejo, com exceção do ramo de alimentação, para avaliação da gestão, e também consumidores sobre o nível de satisfação com o atendimento.

Numa análise comparativa informal com outras cidades, vemos que o serviço deixa muito a desejar. Pressupomos que o baixo investimento dos lojistas em gestão de pessoas pode ser uma das causas, explica Paradela. A conclusão do trabalho está prevista para julho, quando os lojistas receberão análise individual e o resultado geral será disponibilizado no site www.ufjf.br. As lojas que quiserem colaborar com o projeto podem fazer contato através do e-mail: victor.paradela@ufjf.edu.br

PUBLICIDADE

Qualificação

Para o presidente do Sindicato do Comércio (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, há tempo para investir em qualificação da mão-de-obra, mas a solução não deve vir a longo prazo. O atendimento representa muito na venda. Antes da Copa, teremos outras datas importantes. Beloti destaca que os problemas com atendimento são motivados por variados fatores. Ainda há empresários que precisam entender que é necessário investir nos colaboradores. Se amanhã o funcionário sair do estabelecimento, isto é uma questão de mercado. O importante é que, enquanto ele estiver trabalhando na loja, seja capacitado para a função. Ele ressalta que salários mais atrativos e boas lideranças também contribuem para melhorar o serviço.

PUBLICIDADE

De acordo com o diretor do departamento de atendimento da Agência de Defesa e Proteção do Consumidor (Procon), Oscar Furtado, os consumidores não reclamam especificamente sobre atendimento. As principais queixas são sobre troca, prazo de entrega e troca. Ouvimos reclamações informais, e não há legislação específica sobre o tema.

Sair da versão mobile