O consumidor juiz-forano vai começar a pagar mais caro para abastecer o seu carro. A decisão da Petrobras de aumentar, nas refinarias, o preço da gasolina em 8,1% e do diesel em 9,5% deve começar a refletir nas bombas nos próximos dias. Baseado no preço médio praticado na cidade de R$ 3,75, conforme a última pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a gasolina pode chegar a R$ 4,05. Se considerar o combustível mais caro identificado pela agência, de R$ 3,99, o novo valor pode atingir R$ 4,31. Já o diesel, que atualmente está em torno de R$ 2,95, pode atingir R$ 3,23, caso o reajuste seja integralmente repassado aos motoristas. Na tarde de ontem, os postos da cidade ainda praticavam o preço antigo, mas a expectativa era de reajuste tão logo o estoque atual se esgotasse.
No Posto São José, na Rua Benjamin Constant, Centro, a gasolina era vendida a R$ 3,55 na tarde de ontem, com possibilidade de alteração no valor a qualquer momento. Segundo a gerente Juliana de Oliveira, já foi comprado ontem um lote com o valor repassado pela distribuidora. “Ainda depende do proprietário, mas existe a possibilidade de o preço nas bombas subir 8%. A questão é que já estamos comprando mais caro há algumas semanas, com variações de R$ 0,01, sem qualquer aviso.”
O taxista Ramon Mazzoni lamentou a dificuldade da categoria, potencializada com este aumento. “Já está muito difícil ser taxista. Com a licitação, precisamos manter o ar condicionado em funcionamento, o que aumenta o consumo. Sem contar a concorrência desleal do Uber. O impacto financeiro só não é maior porque estamos em dezembro, quando circulamos em bandeira 2.”
No Posto Padre Café, na Avenida Itamar Franco, Bairro São Mateus, a gasolina estava sendo vendida a R$ 3,99 ontem. De acordo com o responsável pelo pátio, Leonardo Aguiar, o aumento de R$ 0,10 é praticado há uma semana para gasolina e etanol, seguindo orientação da bandeira. O diesel aumentou R$ 0,15. “Não sei dizer se já era visando a compra mais cara ou se o valor ainda terá novo reajuste. Dependemos de orientação da rede.”
Redução não existiu
Em novembro, a Petrobras anunciou duas reduções nas refinarias. Na época, a previsão era que o litro fosse comercializado R$ 0,05 mais barato. No entanto, o repasse não chegou nas bombas. Em nota, o sindicato que representa o setor, o Minaspetro, lamentou que o reajuste foi repassado para as distribuidoras menos de 12 horas após o anúncio da Petrobras, diferente do que ocorreu nas duas reduções de novembro. O presidente do sindicato, Carlos Guimarães Junior, ponderou que os estabelecimentos são “vistos como os culpados pelo preço do combustível, enquanto o posto é o último elo na cadeia de comercialização”.

