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Preços de leite, feijão e ovo recuam

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Apesar de ainda estar quase 50% mais caro ante o mesmo período do ano passado, o preço do leite começa a dar sinais de arrefecimento. O litro do tipo C, hoje, gira em torno de R$ 3,524 e apresenta queda de 2,05% em relação à semana anterior, quando custava R$ 3,598. Na comparação com o mês passado, também há retração no custo, na ordem de 3%, conforme aponta a pesquisa semanal realizada pela Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA). Em setembro, o preço médio estava na casa de R$ 3,636. Esta semana, o alimento pode ser encontrado por R$ 3 a R$ 4,20 nos estabelecimentos da cidade. No rastro do leite, outros produtos também apresentam tendência de queda na cesta regional em Juiz de Fora, divulgada quinta-feira.

Os outros dois “vilões” do bolso do consumidor – o feijão e o ovo – também apresentaram queda, de 0,38% e 18,88% respectivamente em relação ao mesmo período do mês anterior. O quilo do feijão hoje é encontrado a R$ 6,07, já a dúzia do ovo sai a R$ 4,44. Mas não foi só em Juiz de Fora que houve variação negativa. A retração de 0,29% no valor dos alimentos em setembro, inclusive o leite, aliviaram a pressão sobre o Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA) no país, que perdeu força de agosto para setembro, ao passar de 0,44% para 0,08%.  No ano, o indicador acumula alta de 5,51%. No mesmo período de 2015, a variação havia sido de 7,64%. Conforme o IBGE, a batata inglesa (-19,24%), o leite longa vida (-7,89%), o feijão-preto (-3,77%), o óleo de soja (-1,03%), as hortaliças (-4,42%) e os ovos (-2,52%) foram os que ficaram mais baratos no mês passado.

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Em Juiz de Fora, outros itens que tiveram queda foram a banana prata, com redução de 41,40% em relação ao mês anterior, custando R$ 2,18 esta semana. O alho foi outro produto que se tornou mais acessível. O consumidor que pagava R$ 20,44 pelo quilo, desembolsa, em média, R$ 14,99, uma queda de 26,65%. O custo da cebola também apresentou retração de 22,28%. O preço médio caiu de R$ 1,84 para R$ 1,43 no mesmo período.

Segundo o secretário de Agropecuária e Abastecimento, Alfredo Faria, a queda do leite é esperada com o início do período de chuvas, aumentando a oferta e, consequentemente, reduzindo o preço do alimento. A tendência, avalia, é que a retração de preço permaneça por mais algumas semanas, até uma estabilidade ao consumidor. Em relação aos produtos que subiram, como o tomate, a avaliação do secretário é que deve-se menos a uma questão sazonal do que de mercado. Faria explica que, no início do mês, os supermercados costumam adotar políticas diferenciadas de preço, até em função da concorrência. O secretário lembra, ainda, que a chegada da época das águas tende a tornar o custo dos produtos, de uma forma geral, mais acessível ao bolso do consumidor.

Mais caro
O tomate volta a figurar na lista das maiores altas (18,28%), acompanhado pela batata inglesa (12,62%) e pelo açúcar cristal (9,59%). O quilo do tomate, que era vendido a R$ 3,61 no mês passado, subiu para R$ 4,27. No caso da batata inglesa, a alta foi de R$ 3,01 para R$ 3,39. O preço do açúcar cristal aumentou de R$ 1,98 para R$ 2,17 de um mês para o outro.

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