A Zona da Mata deverá receber R$ 3,68 bilhões em investimentos privados neste e no próximo ano, o que a deixa na quarta colocação no ranking entre as oito regiões de Minas. Em Juiz de Fora, estão previstos R$ 636,7, sendo que mais de 80% deste total deverá ser investido este ano no município. Já para para todo o estado, a previsão é de que os investimentos superem R$ 47,9 bilhões nos próximos dois anos. Os dados fazem parte do estudo Perspectiva de Investimentos, elaborada pela Unidade de Inteligência Empresarial (Uine) do Sebrae-MG. As informações utilizadas como base para o levantamento foram protocolos de intenções e material divulgado na imprensa.
No ranking dos dez municípios líderes em investimentos, Brumadinho está à frente da capital, Belo Horizonte, com perspectiva de receber R$ 5,36 bilhões nos dois anos. Já no ranking por região, Juiz de Fora ficou em segundo lugar na Zona da Mata, atrás de Barroso (ver quadro). O principal investimento para este município é a expansão da fábrica de cimentos Holcim. Segundo o analista do Sebrae-MG em Juiz de Fora, Gustavo de Freitas Magalhães, é preciso relativizar as informações para avaliar o que os municípios terão de retorno desses investimentos. Um recurso maior não significa mais empregos ou maior arrecadação, por exemplo. É preciso ter cuidado com essa avaliação. Ainda segundo Magalhães, a principal empresa de Juiz de Fora apontada no relatório é a Mercedes-Benz, que adaptou sua planta e já iniciou o processo de produção de caminhões. Conforme o estudo, os principais setores da Zona da Mata apontados no relatório são metal mecânico, logística, siderurgia e mineração.
Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, André Zuchi, os números são positivos, mas a previsão é de que os investimentos sejam maiores, já que o estudo recolheu a maior parte das informações junto ao Indi. A vantagem é que nossos investimentos estão em diversos setores da economia e isso cria um efeito multiplicador. Há muitos nas áreas de serviços, hotelaria e comércio que não passam pelo Indi.
Ainda conforme o levantamento, a região Central do estado é responsável por concentrar 51% do total de investimentos previstos para os próximos dois anos: R$ 24,66 bilhões. Na segunda colocação está o Triângulo, com perspectivas de receber R$ 8,17 bilhões, seguida do Rio Doce, que poderá receber R$ 4,26 bilhões. O Noroeste de Minas teve o pior resultado, com previsão de R$ 551,8 milhões no mesmo período.
A maior parte da previsão de investimentos apurada nesta primeira edição do levantamento (cerca de 60%) é proveniente de setores tradicionais da economia mineira, como mineração, siderurgia e metalurgia. Porém, na avaliação do Sebrae, essa concentração tende a se reduzir, já que a economia mineira apresenta tendência à diversificação, com maior expansão de setores como químico, fertilizantes, hotelaria e energia.
Ainda de acordo com o documento, o agronegócio vem sendo fortalecido pela indústria sucroalcooleira, que tem atraído muitos recursos para o Triângulo Mineiro. Mas a indústria como um todo continua concentrando grande parte dos investimentos anunciados para o estado (85%), o que representa uma tendência mundial. A indústria é o setor que apresenta maior volume de investimentos (R$ 40,95 bilhões), segundo de serviços (R$ 3,8 bilhões), agronegócio (R$ 2 bilhões) e comércio (R$ 1,1 bilhão).
