No dia em que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC denunciou a demissão de mais de mil funcionários da categoria pelas montadoras Volkswagen e Mercedes-Benz, a assessoria da companhia declarou que não haverá demissões na planta de Juiz de Fora, e que a fábrica local “segue vida normal, com o retorno de todos os funcionários até 30 de abril”, quando será encerrado o lay-off para a última parcela de colaboradores.
De acordo com a Agência Brasil, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista contabilizou 244 trabalhadores demitidos pela Mercedes. A montadora negou a informação, dizendo que o desligamento dos funcionários da fábrica paulista ocorreu por meio do Programa de Demissão Voluntário (PDV) acordado com o próprio sindicato e, uma pequena parcela, por conta do baixo rendimento dos profissionais. O número de desligamentos não foi informado pela empresa.
Em Juiz de Fora, os trabalhadores da Mercedes que estavam de férias desde o dia 28 de novembro retornaram às atividades na última segunda-feira, 5 de janeiro. Parte dos 168 colaboradores que estavam em lay-off (suspensão de contrato) desde agosto e setembro do ano passado têm retorno previsto para o próximo dia 17 e o início de fevereiro. Outro grupo, de 95 profissionais, volta no dia 30 de abril.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, João César da Silva, disse que recebeu da Mercedes-Benz a mesma garantia dada à Tribuna. “A informação que temos é que, a princípio, a situação em São Bernardo não afeta em nada a nossa planta. Mas estamos sempre acompanhando o desenrolar dos fatos.”
As especulações apontam, ainda, para a possibilidade de paralisação das atividades da fábrica da Mercedes em São Bernardo do Campo. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista foi procurado, mas não retornou até o fechamento desta edição.
Volkswagen
Ainda em São Bernardo do Campo, trabalhadores da fábrica da Volkswagen entraram em greve ontem, por tempo indeterminado, como forma de protesto pelas 800 demissões que ocorreram na empresa. Segundo informações da Agência Estado, a medida foi aprovada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista que contou com a participação de 7 mil trabalhadores.
