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Livros usados reduzem em até 60% as listas

professora margarida donato antecipou as compras de material

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Professora Margarida Donato antecipou as compras de material
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Professora Margarida Donato antecipou as compras de material

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De olho na chance de economizar, os juiz-foranos estão, cada vez mais, optando por livros usados na hora de comprar materiais escolares. A alternativa garante descontos de até 60%, que podem se tornar ainda maiores caso o consumidor apresente exemplares em bom estado de conservação para troca. Desde a última segunda-feira, as livrarias que têm os seminovos como opção verificaram movimento dez vezes maior em comparação com dias comuns.

Segundo levantamentos feitos por estes estabelecimentos, as listas de livros didáticos dos colégios Jesuítas, Santa Catarina, Granbery e Stella Matutina custam até R$ 890, para as séries do ensino fundamental, e entre R$ 1280 e R$ 1800 para o ensino médio. Com a substituição dos livros que possuem exemplares seminovos no mercado, os valores caem até 44% e 60%, respectivamente.

O gerente da Banca do Vasco, Celso Roberto Mauler, diz que tem percebido uma mudança de comportamento dos consumidores nos últimos anos. “Eles estão dando preferência aos livros usados, pois significam uma boa economia de preços. Com isso, estamos vendo também uma maior movimentação para a venda dos livros que foram usados por eles no ano anterior, que chegam em melhor estado de conservação.”

Já a atendente da Livraria Brasil, Adriana Dias, destaca outra mudança. “O ritmo de vendas de volta às aulas começou mais cedo esse ano. Os consumidores estão deixando de lado o hábito de comprar na última hora para garantir o maior número de livros usados possível e em melhor estado de conservação.”

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Estes foram os motivos que levaram a professora universitária Margarida Donato, 54 anos, a ir às compras na última segunda. “E só não vim antes porque agora que a lista de livros saiu”, ressalta. Na ponta do lápis, ela conta que economizou mais de R$ 300 ao dar preferência aos exemplares seminovos. “Este ano estou comprando apenas para o meu sobrinho, mas a vida inteira comprei para três filhos. A solução sempre foi recorrer aos usados, pois fica mais barato e é possível encontrar materiais com boa qualidade.”

Na Livraria Flamingo, o movimento de clientes vendendo exemplares usados teve início em dezembro. “Agora é o momento em que eles vêm para a compra. Muitos ainda trazem livros do ano anterior para a troca, como forma de pagamento da lista, o que amplia ainda mais os descontos”, diz o proprietário Walter Carneiro Júnior. Ele elogia a iniciativa. “Além da economia financeira, estamos falando de reaproveitamento, algo que é ecologicamente correto. Esta semana, o movimento na loja aumentou dez vezes mais em relação aos dias comuns. “A nossa expectativa é que prossiga assim até fevereiro.”

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