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Sebrae prevê R$ 510 milhões para JF

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Juiz de Fora deve receber investimentos privados da ordem de R$ 510 milhões até o primeiro trimestre de 2014, segundo levantamento divulgado ontem pelo Sebrae-MG. Com a cifra, o município ocupa a segunda posição na Zona da Mata, perdendo espaço para Barroso, cuja estimativa passa de R$ 1 bilhão no período. A cidade não consta entre as dez mais do estado (ver quadro).

A pesquisa "Perspectiva de investimento" refere-se ao período de abril deste ano a março de 2014. Em relação ao primeiro boletim, que também considera um intervalo de 24 meses – do início de 2012 ao final de 2013 -, houve redução de quase 20% no montante previsto para o município, de R$ 636,7 milhões para R$ 510 milhões. A Zona da Mata também apresentou queda no período, de 9,8%, passando de R$ 3,682 bilhões para R$ 3,3 bilhões, ficando em quinto lugar entre as oito regionais analisadas e respondendo por 6,4% do montante previsto para o estado, cerca de R$ 52 bilhões. Em Minas, entretanto, houve avanço de 8%, ou R$ 4 bilhões a mais, no intervalo considerado.

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Dentre os setores econômicos mineiros, a indústria tem a maior participação, com 84% dos investimentos previstos. Em seguida estão serviços (8,6%), agronegócio (3,8%) e comércio (3,5%). Na indústria, a mineração, o setor automotivo, o químico e o siderúrgico, nesta ordem, lideram. O presidente do Centro Industrial, Aurélio Marangon, destaca o aquecimento dos segmentos siderúrgico e de construção civil em Juiz de Fora. Para ele, o momento favorável deve fazer com que o município consiga estar entre os dez mais do estado até 2014. Marangon destaca a localização geográfica e estratégica da cidade, o fato de ser alvo de interesse de novos negócios e expansão dos já existentes e a perspectiva de reversão do processo de desindustrialização que ameaça todo país.

"Espiral multiplicadora"

Segundo o gerente da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae-MG, Brenner Lopes, os dados têm por base informações divulgadas pela imprensa, confirmadas com as empresas, e os protocolos de intenção assinados com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI). Brenner destaca os efeitos multiplicadores dos investimentos no ambiente de micro e pequenas empresas, no desenvolvimento do município contemplado e no aumento de renda e consumo pela população. "É uma espiral multiplicadora."

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De acordo com o gerente, a pesquisa contribui para nortear a ação do Sebrae de propor projetos e parcerias para a melhoria da competitividade, identificando onde há demanda estabelecida e quais são os municípios melhor preparados para competir por recursos. "Permite aos empreendedores, com disposição para abrir um negócio, identificar onde existe investimento robusto e cadeia produtiva mais longa, tendo mais chances de sucesso." Os intervalos trimestrais para avaliação do mercado, explica, contribuem para validar as informações recebidas, tornando-as mais confiáveis.

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