Dos 517.872 habitantes de Juiz de Fora pelo menos 34%, o equivalente a 175.600, utilizam o ônibus como transporte na cidade. Deste total, 71% são pagantes, totalizando: 124.645 usuários. Os outros 50.955 passageiros são beneficiados com gratuidade. Este é o primeiro balanço divulgado pela Astransp, após a implementação da bilhetagem eletrônica na cidade. A entidade não divulgou o volume de passageiros por dia, nem de acessos por mês. Os dados populacionais referem-se ao Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a gerente de Recursos Humanos da Astransp, Cláudia Ferreira, embora o sistema esteja praticamente todo implementado, o balanço pode sofrer alterações, já que os idosos não são obrigados a aderir ao cartão eletrônico. Hoje há 32.244 pessoas com mais de 60 anos cadastradas. Isso não significa, no entanto, que estejam passando pela roleta. A gerente comenta que muitos não utilizam a inversão de fluxo, principalmente quando os ônibus estão cheios. Além disso, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741) permite que este público usufrua do transporte urbano sem restrição, apenas apresentando o documento de idade.
Entre os pagantes, a maior parte (82,5%) utiliza o cartão passe fácil tipo vale-transporte, voltado para quem tem vínculo empregatício, inclusive empregados domésticos. Eles somam 102.845 pessoas na cidade. O cartão comum, que pode ser adquirido por qualquer usuário, é utilizado por 21.800. Considerando as gratuidades, o maior volume é de idosos (32.244), seguidos por portadores de deficiência (7.200). O cartão estudante reúne 5.531 usuários e o livre, em que estão funcionários das empresas de transporte público e da Settra, e demais gratuidades previstas em lei, abrange 5.980 passageiros.
Para Cláudia, entre os ganhos da bilhetagem estão a possibilidade de mapear o sistema, reduzir a comercialização e aumentar a utilização do vale-transporte. Está havendo a moralização do uso, define. A gerente adverte que, a partir do dia 16 de maio, os vales de papel não serão mais aceitos nos ônibus. Desde novembro do ano passado, a comercialização foi suspensa, ficando a venda restrita a créditos eletrônicos. Os consumidores que ainda possuem o vale de papel, de qualquer data, não devem trocá-los, mas utilizá-los na roleta até a data limite. A Astransp não estimou o número de vales de papel que estariam em circulação hoje.
