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Fiat e PJF negociam centro de distribuição

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A Fiat está operando provisoriamente em Juiz de Fora como entreposto para a nacionalização dos veículos importados via Porto do Rio de Janeiro. A montadora tem interesse em tornar a base permanente. Para isso, está negociando com a Prefeitura a obtenção de uma área onde possa ser estabelecido um terminal definitivo para distribuição das unidades. O investimento chegaria a R$ 3 milhões, conforme a Prefeitura. A quantidade de automóveis envolvida e o número de empregos diretos e indiretos não foram divulgados pela empresa.

A montadora, por meio de sua assessoria, explica que o centro de distribuição recebe os veículos da marca importados via Porto do Rio, armazena-os e realiza os trâmites legais de despacho. A partir daí, são distribuídos para todo o Sudeste, chegando às mãos dos consumidores finais através da rede de concessionárias. A Fiat afirma que serão criados empregos diretos e indiretos, já que o núcleo envolve atividades como movimentação de veículos, procedimentos logísticos e administrativos, embarque de veículos estocados para a rede de concessionários, gestão destes processos e segurança.

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Ainda de acordo com a montadora, com os acordos automotivos firmados entre Brasil, Mercosul e México que permitem o livre-comércio no setor entre as partes, a tendência é de aquecimento em importações e exportações. Para isso, é considerado fundamental manter um terminal de distribuição estrategicamente localizado, como Juiz de Fora é considerada. Entre os modelos importados estão Fiat 500 e Freemont.

O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Edgar Lopes, ainda não tem informações sobre o projeto para Juiz de Fora. Avalia que é uma iniciativa que não deve demandar muita mão de obra, em função do perfil da atividade. Edgar não tem conhecimento de outros entrepostos da marca em operação no país.

Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, André Zuchi, o diálogo com a montadora tiveram início há quatro meses. Segundo ele, a área, com cerca de 70 mil metros quadrados, já foi prospectada e está em negociação. O secretário comenta que os veículos serão faturados na cidade, incrementando a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e, por consequência, o repasse ao município por meio do Valor Adicionado Fiscal (VAF). A expectativa de Zuchi é que o início da operação aconteça até o meio do ano. Para o secretário, o projeto é importante ao criar na cidade referência no setor automotivo.

A montadora

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A Fiat encerrou o ano passado com 754.276 automóveis e comerciais leves emplacados, mantendo a liderança do mercado brasileiro pelo décimo ano. A marca representa 22% do total de emplacamentos de automóveis e comerciais leves. No ano passado, a montadora anunciou novo ciclo de investimentos no país, com R$ 10 bilhões a serem aplicados até 2014 em desenvolvimento de novos produtos, processos, tecnologias e ampliação da capacidade de produção. A fábrica de Betim, por exemplo, terá sua capacidade ampliada de 800 mil para 950 mil unidades por ano. A Fiat também instalará uma nova fábrica em Goiana, Pernambuco, capaz de produzir 250 mil automóveis por ano a partir de 2014.

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