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Inovação gera emprego e renda

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Vinte projetos idealizados e desenvolvidos na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) pelo Programa de Incentivo à Inovação (PII) foram escolhidos e poderão ser transformados em produtos e serviços, gerando emprego e renda. Os selecionados na segunda edição do projeto, uma parceria entre a instituição de ensino, o Sebrae-MG e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes), foram divulgados na última quinta-feira.

Os trabalhos passaram por estudos de viabilidade técnica, econômica, comercial e ambiental e receberam R$ 40 mil para a construção de protótipos. Temos várias pesquisas sendo realizadas dentro das universidades, com grandes potenciais de se tornarem produtos. Todas elas de grande interesse da sociedade. Esta iniciativa trata exatamente disso, auxiliar os professores e desenvolvedores a conseguirem levar essas ideias até o mercado, explica o gerente do Sebrae-MG, Anízio Dutra Vianna.

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Resultados

Mais que boas ideias, o PII apresenta excelentes números. Nas 12 edições do programa realizadas em Minas Gerais, cinco delas já finalizadas, foram investidos cerca de R$ 4,5 milhões, recursos do Sebrae-MG, da Sectes e de um parceiro, no caso local, a UFJF. Investimento que resultou na criação de 22 empresas, 20 transferências de tecnologia, 22 patentes depositadas e 24 em andamento em todo o estado. Segundo estimativas do Sebrae, estes empreendimentos já movimentaram mais de R$ 20 milhões em negociações de produtos e licenciamentos. A entidade agora trabalha para levantar o número de empregos gerados pelas iniciativas.

Em Juiz de Fora, foram R$ 825 mil investidos em 40 projetos nas duas edições do programa. Duas empresas de base tecnológica foram criadas, e 12 tecnologias com patente nacional e uma com patente internacional, depositadas. Os negócios gerados já movimentaram mais de R$ 3,1 milhões.

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Este número deve aumentar. Já estamos trabalhando nos planos de negócios e na prototipagem dos novos produtos. Foram feitos os depósitos de patentes dos 20 aprovados, o que os resguardam economicamente. Um destes projetos está em fase de abertura de empresa, e o licenciamento de outros sete também estão sendo negociados, afirma Débora Marques, secretária-executiva responsável pelo setor de Transferência de Tecnologia da UFJF.

A UFJF recebe parte do capital movimentado pelos produtos criados dentro da instituição, na forma de royalties, que é novamente investido em pesquisas de tecnológicas. O restante da verba é dividido entre os inventores e a manutenção dos projetos.

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Tecnologia é reconhecida no exterior

Entre os projetos criados na UFJF, um dos maiores destaques é o Kit Estéril, que identifica o tamanho exato de uma lesão mamária em estágio inicial, antes de ser percebida no exame de toque. O kit foi um dos contemplados na primeira edição local do PII, finalizada em 2009, e foi reconhecido internacionalmente, ao conquistar o primeiro lugar na competição Idea to Product, na fase América Latina, este ano. O produto já foi testado e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Conseguimos transferir a tecnologia para uma empresa nacional que já produz e comercializa o kit, conta a professora de toxicologia da Faculdade de Farmácia e Bioquímica, Nádia Rezende Barbosa Raposo, responsável pelo projeto. A tecnologia foi transferida para a empresa SR Rodrigues, que produz itens descartáveis para a área da saúde. A pesquisadora não revelou os valores arrecadados com os royalties por questões contratuais.

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A professora teve outros produtos selecionados na segunda edição do PII que estão em fase de prototipagem. O que está mais encaminhado é um voltado para tratamentos odontológicos, em fase de pesquisa clínica. O Endophyto é uma pasta composta por extratos vegetais, com aplicação específica na área de endodontia, usado entre as sessões de tratamento de canal como curativo.

Outro produto com protótipo é o ar condicionado ecológico, que tem o pesquisador Luiz Carlos Tonelli como tutor da ideia. Professor da Faculdade de Engenharia Elétrica, ele já mira a possibilidade da criação de uma empresa no futuro Parque Tecnológico. É uma plataforma de várias aplicações. Estamos objetivando transferir a tecnologia por meio de licenciamento. Depois existe a ideia de montar uma ‘spin off’ (empresa criada em parceria com uma instituição de educação superior, que ajuda a transferir o conhecimento e a investigação científica) e chegar até o Parque Tecnológico em um projeto maior, capaz de gerar novos empregos, diz.

O ar condicionado ecológico converte o calor gerado e desperdiçado pelo motor de um veículo, alimentando o propulsor do sistema de ar condicionado, propiciando economia no consumo de combustíveis e contribuindo para redução da poluição ambiental.

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