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R$ 250 mi para 3.800 novas moradias em JF

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Luiz Guilherme de Campos, superintendente da Caixa, diz que dinheiro está assegurado
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Luiz Guilherme de Campos, superintendente da Caixa, diz que dinheiro está assegurado

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Juiz de Fora pode receber R$ 250 milhões em investimentos para a construção de 3.800 moradias dentro do programa "Minha casa, minha vida", na faixa voltada a famílias com renda de até três salários mínimos. O recurso, garantido pelo Governo federal, foi divulgado nesta sexta-feira (03) pelo superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Luiz Guilherme de Campos, e pode ser utilizado nos próximos dois ou três anos na cidade. O déficit habitacional no município é estimado em até nove mil habitações, conforme a Emcasa. O número de candidatos a uma moradia cadastrados no órgão, no entanto, é quase três vezes maior e passa de 25 mil. Desde 2010, 4.310 famílias foram beneficiadas pelo programa no município.

O primeiro contrato de 2013 deve ser assinado nos próximos 30 ou 60 dias e prevê 600 unidades construídas no Bairro Filgueiras. O investimento estimado é de R$ 39 milhões. Conforme o superintendente da Caixa, a intenção é utilizar todo o montante de recursos e disponibilizar as unidades até o final da atual administração municipal. O diretor-presidente da Emcasa, Luis Carlos dos Santos, considera o recurso bem-vindo, mas pondera sobre a necessidade de responsabilidade na sua aplicação. "Estamos procurando empresários parceiros capazes de atender o apelo da construção pulverizada." Santos explica que o planejamento dos bairros capazes de sediar os empreendimentos é fundamental para minimizar impactos e evitar transtornos em termos de educação, saúde e transporte coletivo para a população.

O diretor-presidente da Emcasa considera "extremamente alto" o número de cadastrados no órgão e defende critérios rígidos na inscrição para o programa. Também considera "delicada" a escolha de terrenos para comportar os novos residenciais. Segundo ele, a maior oferta na cidade é de áreas de menor porte, capazes de receber entre 20 e 40 unidades habitacionais. O ideal seria terreno suficiente para erguer de 300 a 400 moradias. "Procuramos o ideal, mas não vamos deixar de fazer."

 

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Mais crédito

Ainda conforme a Caixa, o volume de financiamentos habitacionais cresceu 23,8% no primeiro quadrimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado, atingindo a cifra de R$ 213,5 milhões em Juiz de Fora e região. Em 2012, foram R$ 172,4 milhões contratados no período analisado. Apesar do aumento verificado no setor, a procura por imóveis na planta apresentou retração, com queda de 24,8% no total financiado, de R$ 61,3 milhões em 2012 contra R$ 46 milhões este ano, na mesma base de comparação.

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O número de contratos firmados sofreu pouco aumento, apenas dez a mais de um ano para o outro, subindo de 1.722 em 2012 para 1.732, sempre considerando os quatro primeiros meses do ano. No caso dos imóveis na planta, houve queda de 615 para 544 no número de unidades. Em todo o ano passado, foram 7.936 contratos assinados e R$ 818 milhões financiados na região. Os apartamentos de dois quartos, no Centro, na Cidade Alta e no Alto dos Passos são os preferidos pelos mutuários.

 

Feirão

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O superintendente da Caixa destaca a tendência de maior procura por imóveis já prontos e de maior valor – a faixa de R$ 200 mil é a mais demandada. Para reverter a retração dos financiamentos de imóveis na planta, o superintendente aposta nos lançamentos previstos para o Salão do Imóvel de Juiz de Fora (9º Feirão da Casa Própria), que acontece nos dias 18 e 19. Dos cinco mil imóveis ofertados, 60% ou três mil são na planta. Na sua opinião, para diagnosticar o mercado deste tipo de imóvel na cidade, ainda é preciso avaliar a procura durante o evento.

Durante o Salão do Imóvel, a perspectiva é que o volume de negócios chegue a R$ 100 milhões, com a assinatura de 700 a 750 contratos. Nesta edição, são esperadas 13 mil pessoas. Conforme a Caixa, quem contratar o financiamento imobiliário no evento poderá pagar a primeira prestação a partir de janeiro de 2014. No ano passado, foram 578 contratos fechados, movimentando cerca de R$ 65 milhões. O evento acontece das 9h às 17h, no La Rocca.

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