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CDL aposta em alta de 16% nas vendas

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Nas vitrines, corações dividem espaço com letras de música e anúncios sobre o parcelamento de até dez vezes no valor do presente do Dia das Mães. Dentro das lojas, vendedores torcem, ansiosos, pelo aquecimento da procura, esperado para a última hora. Apesar do movimento ainda tímido, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) aposta em alta de 16% nas vendas ante 2010. A estimativa do Sindicato do Comércio (Sindicomércio) varia de 15% a 20%.

A jornalista Juliana Mozzato foi às ruas ontem com a mãe Neda Castegliani. A presença da homenageada facilita a escolha, avalia. Juliana encontrou lojas vazias, facilidades de pagamento e muita variedade. Apesar das condições favoráveis, não levou o presente para casa. Não por indecisão da mãe. Neda brinca, dizendo que preferia uma viagem ao exterior, mas ficará feliz com uma roupa escolhida pela filha.

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Segundo a vendedora da Skunk Fabiane Moreira, a procura é considerada fraca. Ela esperava por maior demanda na segunda-feira. Agora, concentra suas apostas no movimento de hoje em diante. Na loja, os vestidos são os itens mais procurados. Na Walery, a gerente Josiane Gomes torce pela queda nos termômetros para incentivar a procura pela coleção outono-inverno. As calças e as peças em tricô estão entre as mais concorridas.

Para o presidente da CDL, Vandir Domingos, as roupas são produto preferido deste ano. Vandir também torce pela chegada do frio para estimular, ainda mais, o consumo. Em sua opinião, a data pode ser a alavanca necessária para estimular as vendas no restante do ano. Afinal, como lembra o presidente, não faltam mulheres para serem presenteadas.

O presidente do Sindicomércio, Emerson Beloti, considera que o Dia das Mães é a segunda melhor data para o comércio, só perdendo para o Natal. Beloti explica que o funcionamento em horário estendido no sábado (até às 18h) é uma forma de atender os consumidores de última hora e garantir que eles comprem com tranquilidade. "Esperamos muito movimento na sexta e no sábado."

Onde comprar?

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Pesquisa realizada pela UFJF e encomendada pela CDL aponta que a maioria dos entrevistados (57,6%) que escolheu o Centro para as compras possui renda individual entre R$ 541 e R$ 1.080. Considerando a mesma faixa de renda, o percentual dos que pretendem comprar o presente em shopping é de 32,7%. Quando o vencimento varia entre R$ 2.701 e R$ 5.400, os papeis se invertem: 18,4% preferem os shoppings, enquanto 8,8% escolhem o Centro. "É importante destacar que temos público para todos os gostos e as rendas. Os diferenciais serão sempre a forma de atendimento, as ofertas e as opções de parcelamento", diz Vandir. 

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