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Comércio perde R$ 15,5 bi com feriados

setor teme nao se recuperar apos um 2014 de vendas fracas

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Setor teme não se recuperar após um 2014 de vendas fracas
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Setor teme não se recuperar após um 2014 de vendas fracas

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Recém saído de um ano de vendas fracas, o comércio se depara com um grande desafio para conseguir se recuperar em 2015: os feriados. Do total de 13 que o calendário reserva, dez cairão em dias úteis, o que deve gerar um prejuízo de R$ 15,5 bilhões para o setor em todo país, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A perda é 22,5% maior em comparação com 2014, já descontada a expectativa de inflação para este ano, conforme explica a entidade. Em Juiz de Fora, o Sindicato do Comércio (Sindicomércio-JF) afirma que a preocupação com relação ao número de feriados em dias de semana é antiga, pois a redução do faturamento chega a 20% quando as datas caem nas quintas, sextas ou segundas-feiras.

A CNC avalia que além de perdas parciais de vendas, o fechamento dos estabelecimentos ou a opção pela abertura das lojas nos feriados compromete a lucratividade do setor por meio da “elevação extraordinária dos custos trabalhistas decorrentes das operações nesses dias”. A confederação ressalta que, com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), verificou-se que no ano passado a ocupação e o rendimento médio real dos trabalhadores formais do comércio cresceram 2% e 1,8%, respectivamente. “Com isso, a massa de rendimentos do setor expandiu 3,8%, acima do volume de vendas, mantendo o crescimento da relação folha de pagamentos/receita operacional líquida, o que vem ocorrendo desde 2009.”

Em Juiz de Fora, há acordo entre os sindicatos patronal e laboral do comércio que estabelece as regras para o funcionamento das lojas e a remuneração extra dos empregados que irão trabalhar em dias de feriado. De acordo com o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, as entidades buscaram uma alternativa para “amenizar o impacto das datas sem ferir o direito dos trabalhadores.”

Assim, foi disponibilizada ao empresário a opção de abrir o comércio nos feriados. “Para isso, é necessário ter o certificado de regularidade”, informa Beloti. Para adquirir o documento, é preciso solicitar o requerimento ao Sindicomércio-JF e apresentar as informações necessárias. De posse do certificado, os estabelecimentos que funcionarem em dias de feriado deverão garantir aos colaboradores o pagamento de R$ 53 por dia trabalhado e folga posterior.

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Atualmente 60 lojas do comércio de rua, incluindo supermercados, possuem o certificado e estão habilitadas a abrirem as portas durante os feriados. “É um universo muito pequeno. Os empresários da cidade ainda não têm este hábito. Mas é uma conscientização que precisa começar a acontecer”, destaca Beloti. “Juiz de Fora é polo da Zona da Mata e precisa ter o comércio aberto também aos feriados.”

Ele destaca a diferença do significado dos feriados para os shoppings. “São os dias de melhor venda para as lojas dos shoppings. Isso porquê já há o costume de que estarão abertas também nesses dias”, compara. “Mas este conceito, para o comércio de rua, conseguiremos disseminar com o tempo, a partir da compreensão de que nossa cidade é referência para a região e precisa do comércio aberto.”

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