
Randon tem sede em Caxias do Sul, onde atividades não serão impactadas
As atividades da Randon em Juiz de Fora serão encerradas no próximo dia 15. A empresa é uma das quatro fornecedoras da fábrica local da Mercedes-Benz, responsável pela pré-montagem de periféricos do motor. A demissão dos 22 funcionários que atuam na unidade, instalada no parque da montadora, já começou. A situação preocupa o Sindicato dos Metalúrgicos que, desde o ano passado, acompanha a adoção de medidas por parte da Mercedes para tentar adequar a produção à crise vivida pelo mercado automotivo. Em julho, o vice-presidente do grupo no Brasil, Wolfgang Rudolf Hänle, teria informado aos trabalhadores que a montagem de caminhões na unidade seria encerrada. Na ocasião, a informação não foi confirmada pela empresa, que disse apenas que “a planta juiz-forana continuaria sendo produtiva”.
Sem dar detalhes sobre a decisão, a assessoria da Randon confirmou à Tribuna o encerramento das atividades na cidade. “Desde 2012, tínhamos firmado parceria com a Mercedes-Benz e, agora, em comum acordo, decidimos pelo rompimento. Os 22 colaboradores estão sendo desligados conforme a lei e parte foi remanejada para outra unidade da empresa fora do estado de Minas Gerais”, explicou. “A decisão se deu em vista de que a parceria não estava mais sendo vantajosa para nenhuma das partes.”
A Mercedes-Benz, por meio de sua assessoria, declarou que a decisão partiu da Randon e garantiu que a situação não se estende as outras três fornecedoras – Maxion, Grammer e Seeber. Sobre a possibilidade de finalizar a produção de caminhões na unidade juiz-forana, a assessoria garantiu “que a medida não está nos planos da montadora.” O trabalho de pré-montagem do motor, até então feito pela Randon, será absorvido pelos colaboradores da Mercedes.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, João César da Silva, a notícia do término das atividades da Randon preocupa pelo contexto vivido pelo setor. “Estamos falando de mais perda de empregos. Mesmo que não afete diretamente os empregados da Mercedes, é uma situação de alerta. Ainda aguardamos um posicionamento oficial da empresa sobre o futuro das fábricas de Juiz de Fora e São Bernardo.”
Baixa produção
Embora confirmem a redução da produção, as outras fornecedoras disseram que irão manter as atividades na unidade de Juiz de Fora sem corte de funcionários. À Tribuna, o diretor comercial da Seeber, Rosário Rodrigues Júnior, declarou que a queda na produção é reflexo da crise no setor. “É um problema nacional, que exige uma readequação em relação ao mercado. Continuaremos com o nosso trabalho.” A empresa é responsável pela pintura de peças. Já a assessoria da Grammer, fornecedora de caminhões, declarou que “enquanto a Mercedes continuar na cidade, estaremos com ela.” A Maxion, fabricante de longarinas, não retornou contato.
